Polícia
Publicado em 04/08/2026, às 13h20 - Atualizado às 13h21 Luiz Guilherme / BNews - Redes Sociais Cauan Borges e Luiz Guilherme
A Polícia Civil da Bahia afirmou nesta terça-feira (4) que o assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, prima da apresentadora Mara Maravilha, foi motivado por uma vingança relacionada a um suposto golpe milionário atribuído ao sobrinho da vítima, durante coletiva de imprensa sobre a Operação Vendetta, que investiga o homicídio ocorrido no dia 25 de julho, em Itororó, no sudoeste baiano.
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Segundo o diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, as investigações apontaram que o sobrinho da advogada teria causado um prejuízo milionário na região sul da Bahia e, como não foi localizado, os credores decidiram executar a familiar.
A motivação foi uma vingança, o fato do sobrinho dela ter dado um grande golpe na região de Itabuna, Ilhéus, ele adquiria veículos e revendia, adquiria através de locações e deu um grande golpe lá que a gente estima em mais de 6 milhões de reais, então a motivação foi essa. Como ele não foi localizado pelos seus credores, ou algum dos seus credores, eles resolveram fazer essa empreitada criminosa e ceifar a vida da advogada Cláudia Félix”, iniciou Roberto Júnior.
O delegado afirmou que o crime está praticamente esclarecido, embora as investigações continuem para localizar todos os envolvidos. De acordo com Roberto, até o momento não foram encontradas provas de que Cláudia Félix tenha participado ou se beneficiado do suposto golpe aplicado pelo sobrinho.
Dois participantes diretos desse crime localizados, identificados e presos, um terceiro, já temos os nomes de qualificações, um terceiro identificado e foragido e um quarto que ainda não foi identificado, mas eu posso assegurar a todos que é questão de tempo que nós vamos identificar, localizar e prender esse quarto de também. A investigação pontuou em identificar os autores, a princípio ela não teria se beneficiado, não há provas nesse sentido, que ela teria se beneficiado com o golpe aplicado pelo sobrinho e a motivação sem dúvida foi essa, foi uma vingança, não localizaram ele porque ele está foragido e resolveram ceifar a vida da vítima em vingança para que isso atingisse o devedor desse golpe”, seguiu Roberto Júnior.
Entre os presos estão um policial militar e um agente terceirizado do sistema de ressocialização. Segundo a Polícia Civil, ambos os indivíduos participaram da preparação do homicídio e estiveram na cena do crime.
A investigação apontou claramente e provou que os dois participaram não só dos levantamentos prévios, eles estiveram em Itabuna, ameaçaram familiares do sobrinho da advogada, estiveram em Itororó, fizeram o levantamento de toda a residência da vítima, do escritório da vítima e o mais importante, eles foram no local do crime, estiveram na ação criminosa e participaram diretamente do crime, a investigação colocou os dois dentro da cena do crime e nós não temos dúvidas da participação desses dois”, continuou Júnior.
Os dois investigados negam que tenham participado da execução e afirmam que foram contratados apenas para realizar uma cobrança. No entanto, a versão segue em investigação. A apuração também identificou o homem apontado como mandante do crime. Conforme a PC, o homem mora em Camaçari, teve a prisão decretada e segue foragido.
Os dois que estão presos alegam que eles de fato foram contratados para ir até Itororó, bem como Itabuna, mas segundo eles, o objetivo deles era fazer a cobrança. Eles alegam que não foram, que não sabiam que o quarto indivíduo iria efetuar os disparos, que o objetivo seria matar. Identificamos inclusive o mandante, ele é de Camaçari, está com a prisão decretada e ele através de um terceiro, também identificado e com a prisão decretada, efetuou a paga de 25 mil reais para que os outros quatro fossem fazer o levantamento e executar a advogada em Itororó”, destacou Roberto Júnior.
O delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, André Viana, também comentou o caso na coletiva desta terça e afirmou que a identificação dos veículos utilizados pelos criminosos foi determinante para a elucidação do caso e destacou o trabalho das equipes envolvidas na investigação.
Foi possível identificar os veículos que foram utilizados na ação. Tanto na ação de levantamento, configurando a premeditação do crime, quanto na ação depois da execução de posse dos veículos, foi possível chegar em um dos executores. Com a prisão desse executor, ou seja, primeiro nós temos que elogiar a participação do Judiciário e do Ministério Público no sentido de chancelar a investigação e decretar essa prisão. Com a prisão desse membro terceirizado do sistema de ressocialização do sistema penal, foi possível identificar os outros executores da ação. Então dos quatro executores, nós conseguimos identificar três”, iniciou André Viana.
Sobre a motivação do homicídio, André Viana afirmou que a principal linha investigativa continua sendo a suposta dívida milionária deixada pelo sobrinho da vítima. O delegado-geral acrescentou que o valor exato do prejuízo ainda será confirmado ao longo da investigação.
Conseguimos apurar durante a investigação, que existiu uma grande dívida por parte do sobrinho da vítima. Referente a um golpe dado na região de milhões. E em razão desse golpe, seria uma das linhas da investigação, então chegamos a um mandante. Então nós não sabemos dizer hoje com precisão ainda do valor desse golpe derivado para esse mandante que gerasse essa vingança, mas essa é a linha da investigação referente a esse mandante e conseguiu efetuar, através de um intermediário, a contratação dos executores. Se fala em uma dívida de milhões, de até 6 milhões, mas o valor específico com esse nós iremos esclarecer até o final da investigação. Não temos dúvida”, completou Viana.
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