Polícia

Falso investidor foge após ser acusado de dar calote em amigos e familiares

Uma das vítimas do falso investidor teria vendido casa e entregado valor para Fabrício Araujo  |  Tânia Rêgo/Agência Brasil

Publicado em 11/10/2022, às 09h29 - Atualizado às 09h29   Tânia Rêgo/Agência Brasil   Redação BNews

Imagine ser amigo de uma pessoa, confiar nela, e entregar um dinheiro para investir na empresa desse amigo, mas, no final, ficar a ver navios e sem essa quantia na mão. Esse é um dos casos que tem como alvo a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre a empresa Evolution Trend, comandada por Fabrício Araujo Rocha. O homem pode ter cometido o crime de estelionato, de acordo com o site Metrópoles.

Pertencentes a estados distintos do Brasil, um grupo de pessoas notificaram a corporação e registraram boletim de ocorrência sinalizando que o homem teria sido o suposto autor de um golpe de pirâmide financeira. Antes de mais nada, os valores desembolsados pelas vítimas, quando somados, alcançam quantias milionárias.

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“O cara era amigo do meu esposo desde garoto e, por isso, quando ele [Fabrício] chegou falando sobre investimentos rentáveis, eu e meu marido confiamos. Fizemos empréstimos no banco para investir com ele e, pelo fato de no início termos tido um certo retorno, o indicamos a outras pessoas”, relatou Maria*, uma das vítimas, que é moradora do Distrito Federal, à publicação.

Após receber o dinheiro, o golpista passou a não mencionar onde estava e teria aplicado o golpe em “ao menos 50 pessoas”. Ainda segundo Maria, Fabrício desapareceu, passou a não atender os telefonemas e nem responder mensagens, além de ter mudado de endereço. 

“Um colega nosso saiu do emprego e pegou um empréstimo de R$ 100 mil para investir com ele. Hoje está desempregado, atolado em dívidas e com depressão, sem esperança para recuperar os valores. Meu marido, que tinha indicado até mesmo colegas do trabalho, agora fez empréstimo para ressarcir essas pessoas. É muito difícil, porque esse homem realmente tinha a confiança do meu esposo. Ele não era um desconhecido, mas mesmo assim nos enganou”, informou a mulher.

O dono da Evolution Trend alegava que seu esquema não se tratava de pirâmide financeira. No começo da ação, o suspeito depositava de 5% a 10% do valor investido nas contas das vítimas. A ideia era adquirir mais confiança das pessoas, fazendo com que, inclusive, elas captassem outras para o negócio. O caso está sendo investigado pela PCDF.

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