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BANCO DO PASTOR: Polícia mira grupo que causou prejuízo superior a R$ 1 milhão através de igreja e falso banco digital

A operação investiga um esquema que prometia altos rendimentos e causou prejuízos significativos  |  Reprodução | PCRJ

Publicado em 18/08/2026, às 07h09 - Atualizado às 07h19   Reprodução | PCRJ   Redação Bnews

O líder de uma igreja evangélica e outros suspeitos são alvos de operação que mira uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro por meio de um falso banco digital. Denominada de Operação Golpe de Fé, a ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (18) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). 

Segundo divulgado pela instituição, a ação busca cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes do esquema, que prometia rendimentos de até 10% ao mês e teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão. Os cercos ocorrem em endereços na capital Rio de Janeiro, em Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias e em São Paulo.

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"As investigações apontaram que o líder de uma igreja evangélica, que inicialmente funcionava em São Gonçalo e atualmente está instalada em Niterói, utilizava a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança de fiéis e de outras pessoas de sua rede de influência", revelou a polícia.

Modus operandi

Ainda segundo a PCRJ, o líder convencia as vítimas a investir em uma plataforma operada por uma empresa conhecida entre os investidores como “Banco do Pastor”, sob a promessa de rendimentos de aproximadamente 10% ao mês sobre os valores aplicados.

As investigações também apontaram que após a captação dos recursos, os rendimentos prometidos deixaram de ser pagos, inicialmente sob diferentes justificativas, até que as restituições foram completamente interrompidas.

"Os agentes identificaram, até o momento, pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao mesmo esquema, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,11 milhão. A investigação, no entanto, aponta que a estrutura era mais complexa do que uma simples captação irregular de investimentos. As diligências revelaram a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas entre captadores de clientes, operadores financeiros e pessoas físicas e jurídicas utilizadas para administrar e movimentar os recursos obtidos das vítimas", disse.

Classificação Indicativa: Livre


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