Polícia
Publicado em 21/08/2026, às 08h10 Reprodução/ Vídeo Bernardo Rego
Um homem identificado como Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu no último dia 12 de agosto após ser espancado. Câmeras de segurança registraram o crime que, em seis minutos, a vítima levou 57 pauladas além de pisões na cabeça, chutes e socos. Ele foi confundido como sendo o autor de um roubo e acabou sendo linchado no meio da rua.
De acordo com laudo de necropsia, o homem morreu vítima de traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna, além de lesões no baço e no rim esquerdo. O crime aconteceu na Rua Barata Ribeiro e vai ser investigado 12ª DP (Copacabana).
Segundo o relato da família à polícia, Cláudio Rafael saiu de casa, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, por volta das 22h30, a bordo de uma bicicleta pertencente a uma de suas irmãs. Na altura do número 35 da Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança, que suspeitou que a bicicleta fosse roubada.
O segurança David Santos Machado se entregou na noite de quinta-feira (20) na 53ª DP (Mesquita). Contra ele e Jorge Luiz Ricardo Dias foram emitidos mandados de prisão temporária. Como as imagens mostram, o primeiro abordou Cláudio Rafael, que havia saído de casa perto das 22h30 do dia 11, em Botafogo, para passear: ele usava a bicicleta da irmã.
O segurança aparece na sessão de espancamento filmada na Rua Felipe de Oliveira, paralela à Barata Ribeiro. Ele foi ajudado por dois homens de bicicleta e mochilas de entregadores. Eles alcançam a vítima primeiro, sentada na escada de um prédio, e parecem cercá-la — até a chegada de Machado, ainda munido do porrete.
"Ao analisar as imagens, todos aqui na delegacia ficaram estarrecidos. São muito fortes", disse o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP ao Jornal O Globo.
Segundo o delegado, os quatro suspeitos de participarem das agressões contra Cláudio Rafael vão responder por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Os investigadores tentam ainda identificar os dois homens que usavam mochila de entregadores.
Cláudio vivia em Botafogo com a mãe e duas irmãs. Segundo a família, ele tinha transtornos mentais. “Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Ele era extremamente conhecido onde moramos e era muito querido por todos. Ele era chamado pelo apelido desde criança, Bart, personagem dos Simpsons com jeitinho parecido”, descreveu Fabiana.
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