Polícia

Homem é preso após dopar empresário e causar prejuízo de R$ 130 mil

O crime, que resultou em prejuízo de mais de R$130 mil, foi realizado com planejamento e uso de codinome em redes sociais.  |  Reprodução

Publicado em 18/06/2026, às 10h59 - Atualizado às 12h40   Reprodução   Camila Sales

A Polícia Civil efetuou a prisão de Clifton Camargo de Almeida, de 54 anos, nesta terça-feira (16). Ele é o principal suspeito de subtrair bens de um empresário de 62 anos, em Santos (SP), mediante a aplicação do dopante conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. As estimativas apontam que o prejuízo financeiro ultrapasse a marca dos R$130 mil.

"O indiciado agiu de forma fria e planejada, utilizando-se de codinome em rede social para seduzir e atrair a vítima, ministrando substância química dopante (crime popularmente conhecido como Boa Noite, Cinderela) para anular qualquer capacidade de defesa”, destacou o promotor José Mário Buck Barbuto.

O encontro inicial entre o suspeito e o empresário ocorreu em um estabelecimento comercial no mês de março, finalizando em uma visita à residência da vítima, localizada no bairro Ponta da Praia. Já no imóvel, após o consumo de bebida alcoólica, o anfitrião relata ter perdido os sentidos, despertando apenas na manhã seguinte com hematomas nos olhos e notando ausência de diversos pertences. 

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“O denunciado evadiu-se do edifício residencial carregando os bens subtraídos no interior de uma mochila, ocultando o próprio rosto para inviabilizar a identificação e deixando a vítima desamparada, a qual somente despertou no período diurno em severo estado de tontura e desorientação”, continua Barbuto. Registros de câmeras de segurança confirmaram que Clifton acessou o local sem o acessório que utilizou para carregar os objetos na saída.

Levantamentos da Polícia Civil indicam o roubo de duas correntes de ouro, sete relógios de luxo, óculos, seis frascos de perfume, um celular e R$ 3 mil em espécie. Além disso, foram identificadas três transferências bancárias: R$ 29,9 mil destinados a uma empresária carioca, R$ 29 mil para uma residente de Fortaleza e R$ 9,9 mil enviados a um empresário paulistano.

O Ministério Público reforçou que o acusado possui um histórico recorrente em infrações de mesma natureza, enfatizando que “a sua liberdade representa risco iminente e real à sociedade”. Investigações policiais confirmam que Clifton já responde por casos similares, nos quais outras vítimas foram igualmente dopadas e tiveram seus bens saqueados pelo criminoso.

Classificação Indicativa: Livre


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