Polícia

Homem preso vestindo roupas femininas e com criança no colo afirma ter matado 80 pessoas

Suspeito havia tentado passar por cerco policial usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas  |  Homem também é suspeito de participar de facção criminosa - Reprodução/Polícia Civil

Publicado em 16/09/2026, às 17h23   Homem também é suspeito de participar de facção criminosa - Reprodução/Polícia Civil   Elisa Martins

O homem que tentou fugir da polícia vestindo roupas de mulher e carregando uma criança que não é sua admitiu, durante interrogatório da Polícia Civil, que matou aproximadamente 80 pessoas. Identificado como Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi detido em Mulungu, no Agreste da Paraíba, no último domingo (13).

“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia, que está à frente do caso.

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O suspeito havia tentado passar por cerco policial usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas.

O número afirmado pelo suspeito ainda não foi confirmado pela investigação. De acordo com o delegado, até então os registros encontrados são de 16 homicídios ocorridos em 3 meses no vale do Mamanguape.

O suspeito tem um histórico de envolvimento com violências desde a juventude. Jorlan também afirmou para a polícia que matou pela primeira vez aos 13 anos. Ele chegou a passar aproximadamente 6 anos preso, mas em maio deste ano foi posto em liberdade. 

Casos

Em 1º de agosto, um duplo homicídio aconteceu envolvendo comerciantes em Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano. Segundo informações da Polícia Civil, Jorlan teria cometido o crime junto com quatro homens.

Os agentes também investigam a possível participação dele na morte de uma jovem. A suspeita surgiu a partir do depoimento do próprio suspeito que levou à localização do corpo da mulher.  

Jorlan passou por audiência de custódia e segue preso na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa. 

Possível ligação com facção 

Possíveis evidências de uma ligação do suspeito com uma facção criminosa oriunda do Rio de Janeiro, e com atuação na Paraíba, constaram durante a apuração da polícia. 

Após fugir de um confronto em Rio Tinto, ele teria se escondido em uma comunidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, ligada à organização criminosa.

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Mais detalhes da prisão

Conforme relato dos agentes, Jorlan retornou ao imóvel em que estava escondido, pegou um revólver e deixou a criança. Contudo, ao sair, o vestido teria descoberto uma parte do corpo onde havia uma tatuagem, o que permitiu os policiais o identificarem.

Durante a mesma operação, outros dois homens foram presos por suspeita de outros crimes da região. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos podem ter relação com a mesma facção criminosa que atua no local.

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