Polícia

Homem que usava rede de lotéricas para lavar dinheiro do PCC tem prisão mantida após AVC

Decisão foi tomada após defesa alegar problemas de saúde do réu, que sofreu AVC enquanto estava na penitenciária.  |  Wilson Dias/Agência Brasil

Publicado em 08/03/2025, às 10h05   Wilson Dias/Agência Brasil   Jefferson Gonçalves

O proprietário de uma rede de casas de apostas no Ceará teve um pedido de conversão da prisão preventiva para prisão domiciliar negado pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas. Geomá Pereira de Almeida é apontado como responsável pela lavagem de dinheiro para familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, do PCC.

Preso desde abril do ano passado, na Operação Primma Migratio, junto com 22 pessoas, Geomá sofreu um acidente cerebral vascular isquêmico (AVC) recentemente. O problema de saúde motivou a defesa a pedir a conversão da pena, que teve a decisão publicada na última sexta-feira (7).

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A defesa alegou que a Penitenciária de Presidente Venceslau II, em São Paulo, onde Geomá está preso, "não adotou nenhuma das providências necessárias para a manutenção da vida do peticionário". Na decisão, a Vara de Delitos de Organizações Criminosas considerou que "é dever do Estado a prestação de assistência médica àqueles que se encontram sob custódia”.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) também se posicionou contrário ao pedido da defesa e justificou que o preso está bem assistido dentro da penitenciária. “Fora do sistema penitenciário, dificilmente teria acesso a um tratamento tão eficiente", explicou o MPCE.

Classificação Indicativa: Livre


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