Polícia
Publicado em 26/10/2026, às 09h24 Reprodução Redação BNews
A irmã de uma delegada da Polícia Civil acionou a Polícia Militar após encontrar mais de R$ 1,2 milhão, além de dólares e euros, escondidos dentro de um puff em sua residência, em Santo André, na Grande São Paulo, no sábado (24). O dinheiro, que teria sido deixado no imóvel por Maria Aparecida Rezende Corsato, é alvo de investigação da Corregedoria da corporação.
Segundo o boletim de ocorrência, o puff foi deixado na casa pela delegada, que teria afirmado estar sendo procurada em razão de uma suposta ordem de busca e apreensão. Ao abrir o compartimento interno do assento, Marise Rezede Corsato Braga encontrou pacotes com cédulas e acionou os militares.
Após a chegada da equipe, o local foi preservado para a realização de perícia. Na contagem, foram identificados R$ 1.246.150, além de 120 mil dólares e 12.657 mil euros. Os policiais também apreenderam anotações encontradas na residência. Os valores serão encaminhados para depósito judicial.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que foram instaurados procedimentos para investigar a origem do dinheiro e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da delegada. A investigação prevê a realização de perícias e o depoimento da irmã, responsável por acionar a polícia.
Em nota, a delegada Maria Aparecida Rezende Corsato afirmou que o dinheiro é proveniente de uma herança ainda não partilhada e que estava em posse da irmã. Ela também atribuiu a denúncia a um desentendimento familiar.
Segundo a policial, o conflito começou após Marise ir ao local de trabalho do cunhado e provocar uma confusão. A delegada disse que tomou partido dele, o que teria contribuído para o rompimento entre as duas.
Maria Aparecida também fez alegações sobre a saúde emocional da irmã e supostos problemas relacionados ao consumo de álcool.
A delegada declarou que seus advogados estão adotando as providências necessárias para prestar esclarecimentos à Corregedoria. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, ela ainda não havia sido localizada para depor até o registro da ocorrência.