Polícia
Publicado em 29/06/2026, às 06h48 Reprodução/Netflix Redação BNews
O tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão da jovem Eloá Pimentel, que foi baleado na cabeça no último sábado (29), em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, é investigado pela morte de um homem durante uma operação policial no município de Suzano.
Ronickson e o cabo Edson Andrade Valério são acusados de matar João Francisco Silva de Souza, de 22 anos, em 7 de janeiro.
Conforme o inquérito policial, o tenente comandava a equipe durante uma ação que investigava uma denúncia anônima sobre armazenamento de drogas em Itaquaquecetuba (SP). No local, um suspeito, que foi preso com armas, munições, drogas e equipamentos usados no tráfico, indicou um segundo imóvel, onde haveria mais entorpecentes e armamentos.
Ao chegar na chácara em Suzano, os agentes relataram que houve troca de tiros. João Francisco teria reagido à abordagem, sendo necessário efetuar disparos. Ronickson atirou duas vezes com um fuzil, enquanto Edson também atirou duas vezes, com uma pistola.
A vítima morreu ainda no local. O laudo necroscópico apontou que a morte foi por hemorragia interna causada pelos disparos que perfuraram o tórax e por lesões no pulmão, coração, fígado e intestino.
Ronickson usava uma câmera corporal durante a ação, mas as imagens não mostram se a João Francisco atirou contra os policiais. A companheira da vítima alega que estava dentro de casa quando ouviu barulhos no portão. No momento, em que o homem saiu para verificar, os agentes entraram e a retiraram do imóvel, até que ouviu os disparos.
O inquérito conduzido pela Polícia Militar concluiu, em março deste ano, que os policiais agiram em legítima defesa e não identificou crime. O Ministério Público Militar discordou da conclusão e defendeu que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.
Na nova etapa, o MP apontou falhas na investigação, incluindo a falta de confronto balístico entre as armas dos policiais e a arma atribuída à vítima, e pediu novas diligências.
Atentado
Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça após deixar uma academia, no último sábado (27), São Caetano do Sul. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma moto se aproximaram do policial e efetuaram os disparos.
Ele foi internado em estado grave, mas está estável após passar por uma cirurgia neurológica no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva de dois homens, de 40 e 52 anos, suspeitos de envolvimento no caso. Eles foram levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) após serem localizados pela Polícia Militar (PM) em Guaianases, na Zona Leste da capital paulista. De acordo com a Polícia Civil, os homens permaneceram em silêncio durante os interrogatórios.
A investigação considera a hipótese de uma execução planejada, com monitoramento prévio da vítima. O juiz destacou que há indícios de que os dois suspeitos atuaram de forma coordenada com os executores dos crimes e integraram a estrutura de apoio à ação criminosa.