Polícia
Publicado em 04/11/2026, às 17h57 Devid Santana BNews Héber Araújo
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu que o sucessor do presidente reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não precisa ser filiado ao Partido dos Trabalhadores. Segundo o governador baiano, em declaração ao O Globo, a discussão sobre o futuro do país deveria ser construída de um campo político mais amplo.
Jerônimo citou o nome do vice-governador, Geraldo Alckmin (PSB) como uma referência de liderança com papel relevante na política brasileira, mas que não integra o PT. Segundo ele, o que importa é o alinhamento político e não o fato de estarem no mesmo partido.
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Estamos vivos porque o PT passou por mudanças. Não significa excluir ninguém. É a renovação. Podemos renovar o próprio governo do presidente. Lula acena para isso e pede inovações [...] o sucessor não precisa ser necessariamente do PT. Tem que ser de um campo que conduza o que fizemos até aqui, para que o Brasil continue em boas mãos”, disse.
“Os nomes colocados precisam aparecer numa posição adequada (no governo) . O vice-presidente Geraldo Alckmin ajudou bastante e não é do PT. Lula está fazendo um movimento dentro do Congresso e vai precisar de diversos partidos. O que importa é o projeto para o país e quem está alinhado politicamente”, completou.
O petista ressaltou que o momento é de pensar no novo governo de Lula e cobrou mais espaço para o Nordeste na formação deste novo mandato. Conforme afirmou, o Nordeste tem quatro políticos do PT e que a Bahia deu seis milhões de votos para o presidente reeleito, mas pregou cautela para não impor uma troca.
“O PT nacional precisa enxergar que são quatro governadores do partido, todos do Nordeste. A maior parte dos senadores também. Temos uma força para ser calibrada da forma adequada. O Nordeste precisa ser visto e pode contribuir. A Bahia tem bons nomes. Queremos dividir com Lula a responsabilidade”, declarou.