Polícia

Julgamento do caso Aisha Vitória é adiado após defesa alegar possível insanidade mental do assassino; acusação se manifesta

A defesa do réu alega necessidade de exame de insanidade mental, o que pode impactar a condenação  |  BNews

Publicado em 11/11/2025, às 12h55   BNews   Lucas Pacheco

O julgamento do caso Aisha Vitória Santos da Silva, de apenas 08 anos, estuprada e morta por Joseilson Souza da Silva, de 43 anos, em 2024, previsto para ter começado nesta segunda-feira (10), foi adiado pela justiça, após a defesa do acusado pedir que seja feita uma avaliação do seu estado mental. Em dezembro do ano passado, a justiça decidiu que o réu iria a júri popular

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Em conversa com o BNews, o advogado da família da menor e assistente de acusação, Gabriel Cortes, explicou o que aconteceu no processo. 

"O advogado do réu deixou a causa, entrou a Defensoria Pública e a Defensoria Pública, ao entrar na causa, ela olhou e decidiu o que iria usar um instrumento que não tinha sido utilizado antes pela defesa do réu, né, que é esse instrumento chamado de incidente de insanidade mental, que está previsto ali no Código de Processo Penal. É um exame de insanidade mental, para verificar se ele possui a sanidade mental necessária para a ele ter imputado uma pena ou não. Caso contrário, tem o caso de absolvição imprópria, por exemplo, que é a absolvição por ele não ser passível de pena", disse o advogado. 

O defensor afirmou ainda que espera que o procedimento seja feito com a maior celeridade possível. 

"O que nós esperamos, de fato, é que ele seja declarado como totalmente imputável. Ou seja, ele pode receber qualquer tipo de pena, porquanto, desde que ele era um indivíduo ali que, ao tempo da ação ou omissão, no caso aqui, uma ação, ele tinha capacidade de se autodeterminar. Espero que seja concluído o mais rápido possível, para que aí nós possamos levá-lo a julgamento e obter a definitiva, a condenação desse sujeito monstro, ignóbil, e tantos mais outros adjetivos, considerando a conduta delitiva que ele perpetrou naquele dia 23 de julho e 24", alegou Gabriel Cortes. 

O caso

A família passou a procurar por Aisha após o sumiço e quando percebeu a intensa busca, Joseilson decidiu matar a criança para não ser descoberto. Joseilson deixou o corpo de Aisha na rua, já na madrugada do dia 23 e a família acabou encontrando a criança sem vida.

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