Polícia
Publicado em 01/11/2025, às 14h21 Reprodução / BNews Cauan Borges e Fábio Gomes
A Justiça manteve a prisão de Clédeson Oliveira Pinto, acusado de matar Lucas da Silva Lima, de 31 anos, a pauladas na madrugada da última quinta-feira (30), na Praça Central do Imbuí, em Salvador.
A decisão foi reforçada por depoimentos considerados "contundentes", que descreveram a brutalidade do crime e o histórico violento do suspeito, conhecido na região pelo apelido de "Gladiador".
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De acordo com os relatos colhidos pela Polícia Civil, Clédeson costumava circular pelo bairro se passando por segurança, mas era, na verdade, um flanelinha que intimidava motoristas com ameaças e agressões. As testemunhas afirmam que ele usava dois cachorros para obrigar pessoas a pagarem pelo estacionamento, inclusive em áreas regulamentadas da Zona Azul.
Na noite do crime, Lucas, que era obreiro da Igreja Universal e trabalhava como marceneiro, conversava com uma amiga, identificada como Camila Gonçalves de Jesus, quando o agressor se aproximou vestido de preto, com aparência de segurança, e começou a acionar uma arma de choque.
Camila relatou que pediu para que Lucas fosse embora do local, mas, quando os dois se levantaram, o homem veio por trás e desferiu uma violenta paulada na cabeça da vítima.
Mandei Lucas correr, mas ele já estava no chão quando o homem deu a segunda barrotada na cabeça dele”, disse a testemunha em depoimento.
A mulher ainda tentou pedir ajuda a motoristas que estavam próximos, mas não foi atendida. Quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou, Lucas já estava sem vida.
O depoimento de agentes da equipe SILC/DHPP, responsável pela investigação, foi decisivo para a manutenção da prisão. Os policiais relataram que, logo após o crime, receberam informações de que o autor era conhecido como “Gladiador” e que ele tinha o costume de espancar pessoas em situação de rua.
Um dos relatos indicou, inclusive, que o suspeito já havia tentado matar um morador de rua apelidado de “Mineiro” com golpes de facão. Após horas de buscas, Clédeson foi localizado no Largo do Tanque, por volta das 10h da manhã, e foi preso em flagrante. Com ele, os investigadores apreenderam uma máquina de choque, uma bolsa verde camuflada, uma identidade e um cartão bancário em nome de outra pessoa.
Conduzido ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito foi autuado em flagrante por homicídio. Após passar por exames de rotina, permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
A decisão judicial de manter Clédeson preso considerou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e os fortes indícios de autoria apresentados no inquérito. A comoção no bairro do Imbuí foi grande. Ana Cristina, vizinha da vítima, lamentou a morte de Lucas e elogiou a atuação da Polícia Civil.
“A vontade que dá é de fazer justiça com as próprias mãos. Foi uma covardia. Lucas era um menino de bem, evangélico, ajudava jovens a se livrar do crime. A polícia agiu rápido e conseguiu prendê-lo antes de 24 horas. A gente agradece muito por isso”, afirmou emocionada.
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