Polícia

Liderança do CV nega paz com PCC e manda recado: “Sempre serão inimigos”

A suposta trégua entre as facções PCC e CV foi frustrada por uma falha na comunicação entre os líderes e seus advogados, segundo fontes.  |  Arte/Metrópoles

Publicado em 22/02/2025, às 17h21   Arte/Metrópoles   Thiago Teixeira

O possível acordo de trégua que estaria sendo costurado entre lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) — as duas maiores facções criminosas do Brasil —, caiu por terra. De acordo com o portal Metrópoles, a suposta “bandeira branca” foi precipitada por uma falha de comunicação codificada entre os líderes das organizações e seus advogados.

O incidente envolveu diretamente Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes do CV — que manifestou indignação e afirmou categoricamente que o PCC “sempre será inimigo”. A fala teria sido confidenciada por fontes de inteligência ligadas às forças de segurança ao Metrópoles.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Ainda de acordo com a reportagem, Marcinho frisou que o CV “não está disposto a negociar rotas ou dividir pontos de tráfico". A informação sobre a trégua entre as duas maiores facções criminosas do país surgiu na última semana. O acordo visava, entre outros objetivos, afrouxar as regras do sistema penitenciário federal e otimizar o tráfico de drogas através do compartilhamento de rotas estratégicas.

Fontes próximas às investigações indicam que, durante as tentativas de negociação para cessar a rivalidade histórica entre as facções, mensagens codificadas foram trocadas entre os líderes detidos em presídios federais e seus representantes legais.

A “falha de comunicação” teria ocorrido devido a uma interpretação equivocada de uma dessas mensagens, informações cruciais foram distorcidas, levando a uma compreensão errônea das intenções de ambas as partes. Esse mal-entendido gerou uma série de ações que culminaram na declaração de trégua entre o PCC e o CV, mesmo antes que todos os detalhes da negociação fossem plenamente discutidos e acordados pelos líderes das facções.

A investigação destaca que os advogados, responsáveis por transmitir as mensagens entre os líderes encarcerados, desempenharam um papel crucial nesse desencontro comunicacional. A utilização de códigos complexos e a necessidade de discrição extrema contribuíram para a confusão que acelerou a formalização da trégua.

Confira os objetivos principais que a trégua pretendia alcançar:

Classificação Indicativa: Livre


Tagstráfico de drogascrime organizadopccfacção criminosabnewscv

Leia também


Procurado por fuzilar delegacia, liderança do CV surge em lancha com mulher nas redes sociais; assista


Maiores facções criminosas do Brasil, Comando Vermelho e PCC fazem aliança inédita, aponta relatório