Polícia
Publicado em 09/10/2026, às 16h15 - Atualizado às 17h42 O caso segue sob apuração da Polícia Civil - Magnific Elisa Martins
Uma denúncia sobre suposta lista com nomes de alunas do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, consideradas “mais estupráveis”, circulou nas redes sociais. Na sexta-feira (9), estudantes indignados realizaram um protesto na instituição com os pedidos de "justiça" e "queremos respeito".
A lista teria sido feita por estudantes e exposta na parede de uma sala de aula, segundo informações da denúncia.
De acordo com a TV Subaé, a escola nega a existência do documento e informa que quatro alunos foram suspensos enquanto os fatos são apurados. A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI) deu início aos procedimentos para apurar o caso, considerado como uma suposta ocorrência de apologia e incitação ao crime contra as estudantes.
Na publicação, feita por uma pessoa que se identificou como estudante do colégio, consta que a situação aconteceu durante um trote escolar. Cinco alunos teriam participado da atividade usando máscaras repesentando homens envolvidos em casos de violência contra mulheres, como o ex-goleiro Bruno, o ex-jogador Daniel Alves e Lázaro Barbosa, suspeito de cometer crimes de estupro.
Ainda de acordo com a denúncia, os fantasiados fizeram comentários, com humor, afirmando que mulheres deveriam ser estupradas antes de serem assassinadas. No mesmo dia, uma lista foi exposta em uma sala de aula. Nela constariam nomes de meninas de diferentes turmas do colégio, classificadas como “mais estupráveis”.
O autor do post afirma que a escola recolheu a lista, mas não fez nada a respeito naquele momento. A instituição, no entanto, informou que está tomando medidas pedagógicas diante das situações relatadas.
Até então, a existência da prova não foi confirmada, nem o número de alunas que teriam sido mencionadas ou a identidade dos criadores da classificação.
“Saber que existem pessoas ao meu redor capazes de tratar algo tão sério dessa forma me faz questionar até que ponto a escola é realmente um lugar seguro para quem está ali”, se preocupou o estudante da postagem em relação à segurança das jovens.
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Em nota oficial, a instituição de ensino repudiou os comportamentos denunciados e informou que as vítimas receberão acompanhamento psicológico. A escola também pretende promover iniciativas de conscientização sobre a violência contra mulheres.
“Todas as situações que chegaram ao conhecimento da escola vêm sendo acompanhadas com a devida atenção, por meio de medidas pedagógicas respaldadas pela legislação vigente, respeitando os regimentos institucionais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os direitos de todos os envolvidos”, informou.
Por se tratar de menores de idade, a direção diz que preservará a identidade e privacidade dos estudantes.
As diligências e oitivas estão sendo realizadas e o caso segue sendo apurado pela Polícia Civil.
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