Polícia

Mãe é presa acusada de dar remédio tarja preta para fazer os filhos dormirem; bebê de 5 meses foi hospitalizado

As vítimas, com idades entre cinco meses e 15 anos, foram medicadas com tarja preta  |  Ilustrativa/Magnific

Publicado em 03/07/2026, às 08h04   Ilustrativa/Magnific   Redação BNews

Uma mulher de 41 anos está sendo investigada pela Polícia Civil após a suspeita de administrar medicamento tarja preta aos três filhos para fazê-los dormir, em Taiaçu, no interior de São Paulo. Ela foi presa em flagrante no último sábado (27), mas foi colocada em liberdade provisória após passar por audiência de custódia.

Conforme o boletim de ocorrência, a suspeita teria dado às crianças clonazepam, medicamento de uso controlado. As vítimas são uma bebê de cinco meses, uma criança de 3 anos e um adolescente de 15 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

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As vítimas foram levadas a um pronto-socorro por uma amiga da suspeita. O bebê apresentou o quadro mais delicado, chegando à unidade em intenso estado de sonolência e precisando permanecer na sala de emergência sob monitoramento constante. O adolescente também apresentava sonolência, embora em menor grau, enquanto a criança de 3 anos estava em melhores condições clínicas.

De acordo com o registro policial, a amiga da suspeita relatou aos profissionais de saúde que as crianças poderiam ter sido medicadas pela mãe. Diante do relato, a equipe médica acoionou o Conselho Tutelar de Taiaçu, que comunicou a Guarda Civil Municipal (GCM).

Durante a abordagem, a mulher deu versões distintas sobre o caso. Inicialmente, afirmou que o marido poderia ter administrado o remédio aos filhos. Depois, disse que a criança de 3 anos poderia ter tomado o medicamento por conta própria.

Na residência da família, os agentes encontraram uma cartela do remédio. Segundo a ocorrência, 11 comprimidos já haviam sido consumidos, enquanto outros 19 permaneciam na embalagem.

Ainda conforme os agentes, a mulher demonstrava frieza diante da situação, sem sinais perceptíveis de preocupação ou arrependimento em relação ao estado de saúde das crianças.

As vítimas passaram por coleta de material para exames toxicológicos, que deverão confirmar se houve ingestão do medicamento. Após o atendimento, eles ficaram sob os cuidados de uma tia paterna.

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