Polícia

Menina de 7 anos é morta com tiro na cabeça durante invasão; criminosos se passaram por policiais

A casa da família já havia sido invadida anteriormente, quando Eduarda foi sequestrada junto com os pais por causa de porte de arma  |  Reprodução

Publicado em 24/06/2026, às 08h03 - Atualizado às 13h28   Reprodução   Redação Bnews

Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (22) após ser baleada na cabeça durante uma invasão à casa onde morava, no bairro Rodilândia, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ).

Segundo a Polícia Militar, cerca de cinco homens armados entraram no imóvel pelo muro dos fundos durante a madrugada e se apresentaram como agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). De acordo com a mãe da criança, Thais Iolanda, que estava com a menina no momento da ação, o pai, Leandro Abreu, saiu correndo para buscar ajuda. A polícia suspeita que ele era o alvo dos criminosos.

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“Eles estavam usando roupas da polícia e falavam que eram do Bope, que era para a gente se render. Gritei que só estávamos eu e minha filha, mas eles entraram mesmo assim, atiraram e reviraram a casa. Eles a encontraram no closet. Ela (Eduarda) deve ter se assustado, feito algum movimento e, então, ele atirou no rostinho dela”, disse a mãe em entrevista ao jornal Extra.

Eduarda foi socorrida e levada pela mãe e por vizinhos ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, em estado gravíssimo, ainda durante a madrugada. O pai chegou algum tempo depois. No entanto, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a manhã e morreu em decorrência dos ferimentos.

De acordo com parentes e pessoas próximas à família, a residência já havia sido alvo de uma invasão anterior, quando Eduarda tinha apenas 3 anos. Na ocasião, os criminosos sequestraram a menina e os pais, alegando que o objetivo era pegar duas armas que pertenceriam a Leandro. Durante o episódio, a criança foi mantida como refém sob a mira de uma arma, e os invasores ameaçaram matá-la caso o pai não entregasse o que foi exigido.

“Eles só queriam as armas que o pai dela tinha em casa, não levaram nada”, contou uma pessoa próxima à família.

Os pais da criança estiveram na delegacia, em Belford Roxo, onde prestaram depoimento. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), que busca identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

A polícia ainda não confirmou o relato de Thais sobre a apreensão da arma de Leandro Abreu, que estaria na residência durante a invasão.

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