Polícia

Motorista por aplicativo agredido por casal gay após sexo oral no carro revela detalhes do caso: “Sangue ferveu”

Motorista por aplicativo foi agredido por passageiros após reclamar de ato sexual dentro do carro durante uma corrida  |  Reprodução / BNews / Redes Sociais

Publicado em 02/02/2026, às 13h54 - Atualizado às 15h29   Reprodução / BNews / Redes Sociais   Cauan Borges

Um motorista por aplicativo, identificado como Zeca, afirmou ter sido agredido por dois passageiros, na noite deste domingo (1º), em Salvador, após reclamar de um ato sexual ocorrido dentro do veículo durante uma corrida.  O episódio foi registrado por uma câmera de segurança instalada no carro.

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A viagem começou na Rua César Zama, no bairro da Barra, com destino ao Rio Vermelho. Zeca afirmou que os passageiros agiram de forma cordial no início do trajeto e que não se incomoda com demonstrações de afeto, independentemente da orientação sexual.

Com respeito, me deram boa noite, falaram comigo normal. De antemão, não vi assédio nenhum da parte deles. Eu não tenho problema algum com homofobia, tenho amizade com gays, respeito a classe LGBT”, disse em entrevista ao BNews

Zeca destacou que não houve contato físico nem convite para participação em qualquer situação inadequada. No entanto, apontou que o limite foi ultrapassado quando o ato sexual evoluiu dentro do veículo.

“Casais já se beijaram dentro do meu veículo e para mim é tranquilo. Mas chegar a fazer sexo oral dentro do carro, desculpa a palavra, é foda! Poderia ser inclusive com um casal heterossexual. A questão não é por serem homens, era o ato, com você trabalhando”, explicou.

Casado há seis anos, o motorista afirmou que considera esse tipo de comportamento uma falta de respeito no espaço público. Ao perceber a situação pelo retrovisor, o motorista disse ter pensado em buscar apoio policial e, sem encontrar agentes no local, decidiu interromper a corrida.

“Minha intenção era chegar no Largo da Vitória, onde sempre tem uma viatura, e botar todo mundo em flagrante. O sangue ferveu. Eu preferi encostar o carro e pedir para eles descerem do que seguir com aquilo acontecendo dentro do meu carro”, concluiu.

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