Polícia
Publicado em 24/08/2026, às 11h44 Leitor/ BNews Bernardo Rego
Após a morte de dois homens ligados à torcida organizada Bamor no domingo (23) horas antes do clássico Ba-Vi que aconteceu no Barradão, em Salvador, e acabou com a vitória do Bahia por 2 a 0, o Ministério Público emitiu uma nota repudiando os fatos e diz que está acompanhando as investigações para que os autores sejam responsabilizados.
"O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) condena os atos de violência e vandalismo ocorridos ontem, relacionados ao clássico Ba-Vi, e lamenta profundamente as duas mortes registradas, bem como todos os prejuízos e danos causados por atos praticados à margem do esporte", diz um trecho da nota.
O primeiro caso foi registrado em Cajazeiras na Via Regional onde aconteceu o homicídio José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, além da tentativa de homicídio de outras quatro pessoas. O segundo caso teve como vítima Lucas dos Reis Bomfim, de 19 anos, executado no bairro de Castelo Branco, em Salvador. Até o momento seis pessoas foram presas por envolvimento nos crimes.
"O MPBA se solidariza com familiares e amigos das vítimas e com todas as pessoas afetadas pelos episódios de violência. O esporte deve ser espaço de convivência, respeito e celebração, jamais de agressões e destruição. Em atuação conjunta com os órgãos de segurança pública, o Ministério Público está acompanhando os fatos e adotando as medidas cabíveis para a identificação e a responsabilização dos autores dos atos violentos, nos termos da lei", diz outro trecho da nota do MP.
"O MPBA reafirma seu compromisso com a defesa da vida, da paz e da segurança da população baiana e seguirá atuando para punir práticas criminosas e reestabelecer a civilidade cotidiana e em dias de jogos, conclui a nota.
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Coronel Magalhães, condenou os episódios de violência registrados neste domingo (23), horas antes do clássico entre Bahia e Vitória, em Salvador. As ocorrências deixaram uma pessoa morta e outras quatro feridas. Segundo o comandante, os envolvidos nos ataques são "criminosos que se transvestem de torcedores".
"Infelizmente, tivemos duas ocorrências fora dos arredores do estádio, uma em Castelo Branco e outra na Via Regional, onde duas pessoas foram vitimadas pela crueldade de torcedores, que não são torcedores, mas criminosos que se transvestem de torcedores para fazer isso", afirmou em entrevista à TV Bahia.
De acordo com o comandante, cerca de 60 pessoas foram conduzidas durante a operação, sendo que seis foram presas em flagrante.
"Alcançamos 60, que foram conduzidos, e seis foram presos em flagrante. Estamos em processo de apuração e vamos pegar todos eles. Eles não representam as torcidas organizadas", afirmou.
O coronel também destacou que esses grupos utilizam aplicativos de conversa e redes sociais para combinar encontros, que muitas vezes terminam em violência. Por isso, a PM pretende ampliar o monitoramento dessas plataformas antes de futuros jogos.
"Eles usam muito aplicativos de conversa e redes sociais para marcar esses encontros. A Polícia Militar vai acompanhar ainda mais nas redes sociais", garantiu.
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