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Mulher agredida por policial militar em Salvador diz que tentou evitar disparos durante festa infantil: 'Me senti constrangida'

Imagens da agressão viralizam nas redes sociais e resultaram em uma apuração da Corregedoria da Polícia Militar  |  Montagem/TV Bahia/Redes sociais

Publicado em 14/10/2025, às 08h07   Montagem/TV Bahia/Redes sociais   Redação BNews

A mulher que foi agredida com um tapa no rosto por um policial militar, no domingo (12), durante uma celebração de Dia das Crianças no bairro de Pirajá, em Salvador, lamentou a agressão. Testemunhas que participavam do evento filmaram a situação, e as imagens circularam nas redes sociais, resultando na abertura de uma apuração pela Corregedoria da Polícia Militar.

O caso ocorreu na Rua Baixa da Fonte, no momento em que centenas de crianças brincavam na via, acompanhadas por pais e responsáveis.

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De acordo com a Polícia Militar, agentes da 19ª CIPM realizavam rondas na área quando foram alvos de tiros disparados por suspeitos armados, que teriam se misturado à população presente na comemoração. A presença de crianças e famílias impediu que os policiais revidassem os disparos, mas, ainda assim, eles teriam sido hostilizados por populares.

Em entrevista à TV Bahia, Mércia afirmou que se sentiu constrangida com o tapa recebido no rosto, desferido após ela tentar pedir para que os policiais não atirassem na área.

"Falei: 'Poxa, tem criança'. E eles responderam: 'Criança é uma 'la ela'. Recebei um tapa no rosto e guardei isso aqui [um projétil], Não por mim, mas quanto faltou para pegar no meu filho?", reclamou a moradora.

"Eu me senti constrangida. Não por mim, mas sou mãe de cinco filhos, crio só e meu menino de 15 anos estava na frente. (...) O pai de um coleguinha estava bebendo junto comigo e os policiais chegaram já atiraram. O pai do coleguinha dele saiu correndo para proteger o filho dele e eles saíram atirando", disse.

Ainda na entrevista, Mércia disse que chegou a arremessar uma latinha contra os policiais após ter sido agredida e que pretende pedir uma medida protetiva contra eles.

"Estou pedindo medida protetiva, porque eles gostam de forjar drogas e armas. Tem muitas [pessoas] embaixo do túmulo e defundo não fala", afirmou.

O que dizem a PM e a SSP

Em nota, a Polícia Militar informou que as imagens divulgadas nas redes sociais estão sendo analisadas e que, por determinação do Comando da PMBA, a guarnição envolvida foi encaminhada à Corregedoria para prestar esclarecimentos, por meio dos procedimentos administrativos cabíveis.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), por sua vez, determinou a apuração imediata da conduta de agentes envolvidos, afirmando que "esse não é o modelo de policiamento determinado pelo Comando da PM".

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