Polícia

Mulher morta em supermercado por marido foi demitida por faltar ao trabalho após agressões

Amiga afirma que mulher morta em supermercado ficava tão machucada que não conseguia ir ao trabalho o que afetou a vida profissional da vítima  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 18/08/2026, às 17h46   Reprodução/Redes Sociais   Sophia Souza

A agressão sofrida por Angelita Manoela Rodrigues, morta a facadas na fila de um supermercado na Zona Norte de São Paulo no último domingo (16), não teria sido a primeira vez. Segundo uma amiga da vítima de feminicídio, as violências cometidas pelo companheiro, Lafayete Gonzaga da Silva, chegaram a afetar a vida profissional de Angelita. 

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Em entrevista à Folha de S. Paulo, Leila Lira, colega de trabalho de Angelita em uma empreiteira, afirmou que a vítima aparecia frequentemente machucada. De acordo com Leila, Lafayette bebia e comumente retornava para casa embriagado, iniciando as discussões com Angelita. 

Segundo a amiga, as agressões eram físicas e verbais, acompanhadas de ameaças. “Ele era agressivo, dominador, humilhava ela na frente de todo mundo", relatou.

A violência era tanta que afetou a vida profissional de Angelita, que ficava tão machucada que não conseguia ir ao trabalho. Com isso, as faltas foram se acumulando e Angelita foi demitida. "Ela apanhava, ficava muito machucada e acabava ficando sem trabalhar, às vezes por uma semana", afirmou a amiga.

Lafayete, que trabalhava na mesma empresa, também foi demitido. Segundo o relato de Leila, a demissão ocorreu  porque o comportamento dele causava medo entre os funcionários, principalmente por trabalhar com eletricidade.

O histórico de agressões acabou sendo fatal. No último domingo Angelita foi atingida por vários golpes de faca, principalmente nas costas, rosto e pescoço. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Vila Brasilândia, mas não resistiu aos ferimentos. Já o suspeito, foi localizado e preso em flagrante. 

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