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Mulher trans morre dias após ser espancada ao sair de lanchonete e pai faz desabafo emocionante: 'Que ódio é esse?'; assista

'Será que uma trans não tem direito a viver em paz? Perdi uma grande amiga', disse o pai  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 11/11/2025, às 08h47   Reprodução/Redes sociais   Redação BNews

Uma mulher trans de 35 anos, identificada como Alice Martins Alves, morreu no último domingo (9) após ter sido brutalmente espancada por um homem ao sair de uma lanchonete em Belo Horizonte (MG). Ela chegou a ficar internada por duas semanas, mas não resistiu.

Segundo informações da Itatiaia, Alice deixava o estabelecimento em 23 de outubro quando foi abordada pelo agressor. Outros dois homens assistiram à cena enquanto riam.

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Após o ocorrido, ela foi levada de ambulância para a UPA Centro-Sul, onde receitaram analgésicos e anti-inflamatórios e liberaram Alice. No entanto, três dias depois, ela foi a um hospital, onde exames apontaram fraturas nas costelas, cortes no nariz e desvio de septo.

No sábado (8), os médicos diagnosticaram uma perfuração no intestino, possivelmente causada por uma das costelas quebradas ou, segundo suspeita do pai, agravada pelo uso de anti-inflamatórios após a agressão. Alice foi submetida a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.

Desabafo

Edson Alves Pereira, pai de Alice, deu um relato emociante durante o sepultamento da filha nesta segunda-feira (10). Segundo ele, a mulher estava com medo de sair de casa, temendo que o pior acontecesse.

"Que brutalidade. Será que uma trans não tem direito a viver em paz? Perdi uma grande amiga, minha companheira de filme, de tomar uma cervejinha dentro de casa. Ela estava com o pressentimento de que algo iria contecer. Ela dizia: 'Pai, não vou sair'", lamentou à Itatiaia.

De acordo com Edson, Alice sofreu preconceito durante toda a vida e que ele próprio passou por um processo de aprendizado e aceitação.

"Ela dizia: ‘Pai, eu não pedi pra nascer assim, eu sou assim’. E eu fui mudando o coração. Deixei de viver a minha vida para acompanhar minha filha, fazer companhia.  Eu sou pai, amigo. Já enfrentei pessoas que questionavam ela usar o banheiro feminino. Que ódio é esse? Tem que respeitar, não tem jeito de mudar, não existe tratamento. Precisa haver uma postura de amor ao ser humano. Eles têm direito de viver", protestou.

Pai desabafa em velório da filha transexual espancada em BH: ‘Será que uma trans não tem direito de viver?’

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📹 Amanda Antunes pic.twitter.com/aGJgUeRTa0

— Itatiaia (@itatiaia) November 10, 2025

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