Polícia
Publicado em 06/07/2026, às 08h26 - Atualizado às 08h30 Arquivo Pessoal Redação Bnews
Uma policial militar, de 39 anos, foi morta a tiros na sexta-feira (3), dentro do apartamento onde vivia com o marido, também policial militar, no bairro do Barbalho, em Salvador. Eles estavam casados há dois anos e não tinham filhos.
O caso é investigado como feminicídio pela 3ª Delegacia de Homicídios (DH/BTS), e o principal suspeito é o próprio companheiro, que se apresentou à polícia, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia no domingo (5).
Quem é a vítima e quem é o suspeito
A vítima foi identificada como a cabo da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Celeste Martins Oliveira do Nascimento. Ela foi atingida com um tiro na nuca enquanto estava sentada no sofá do apartamento.
O suspeito é o cabo da PM João Marcelo Araújo Hermano, marido dela. Ele se apresentou espontaneamente ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de advogado, e segue à disposição da Justiça. O local onde está custodiado não foi informado.
O corpo da policial foi sepultado no sábado (4), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.
Como ocorreu o crime
O disparo que matou Celeste atingiu a região da nuca enquanto ela estava no sofá da residência do casal, no Edifício Mirabeau Sampaio, de acordo com informações apuradas pela TV Bahia.
O apartamento, segundo relatos iniciais, não apresentava sinais aparentes de arrombamento ou violência generalizada.
Prisão do suspeito e andamento do caso
O suspeito se apresentou à polícia após o crime e foi autuado em flagrante. No domingo (5), a Justiça converteu a prisão em preventiva após audiência de custódia.
O caso segue sob segredo de Justiça por se tratar de investigação de feminicídio.
A Polícia Civil da Bahia informou que depoimentos estão sendo colhidos e diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime.
Como era a relação do casal
Celeste e João Marcelo eram casados há cerca de dois anos e não tinham filhos. Ambos atuavam na área de inteligência da Polícia Militar.
Durante o sepultamento, familiares relataram surpresa com o crime e disseram não ter conhecimento de conflitos entre o casal.
“Não tem motivo, ele não demonstrou hora nenhuma, eles estavam bem”, afirmou a cunhada da vítima, Carine Dias, em entrevista à TV Bahia.
O sobrinho de Celeste também relatou o impacto da notícia dentro da família. “Eu estou em choque porque eu falei com ela um minuto antes, aí eu tava em casa cuidando de minha avó quando chegou um pessoal e me deram a notícia”, disse Caíque Nascimento.
O que dizem a SSP-BA e a Polícia Militar
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirmou, em nota, que acompanha o caso e prestará apoio às investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica.
“A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) manifesta profundo pesar pelo falecimento da cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento, ocorrido na tarde de hoje, em Salvador, vítima de feminicídio, e se solidariza com seus familiares, amigos e colegas de farda. O suspeito, também policial militar, apresentou-se espontaneamente, acompanhado de advogado, ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que está à frente das investigações.
Todas as providências necessárias à completa elucidação do trágico fato e à responsabilização do seu autor estão sendo adotadas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica. Por fim, a SSP reafirma seu absoluto repúdio e reafirma o seu compromisso no combate a toda e qualquer forma de violência contra a mulher”.
A Polícia Militar da Bahia também lamentou a morte e informou que o policial apontado como autor se apresentou ao DHPP e permanece à disposição da Justiça.
“A Polícia Militar da Bahia informa que tomou conhecimento da ocorrência registrada na tarde de sexta-feira (3), no bairro do Barbalho, em Salvador, que resultou na morte da cabo da PM Celeste Martins Oliveira do Nascimento. O policial militar apontado como autor dos disparos apresentou-se ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de advogado, permanecendo à disposição da autoridade policial responsável pela condução das investigações.
A corporação acompanha o caso e informa que adotará as medidas administrativas cabíveis no âmbito de sua competência, sem prejuízo da apuração conduzida pelos órgãos de persecução penal. A Polícia Militar da Bahia lamenta profundamente a morte da policial militar e manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos e companheiros de profissão, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a preservação da vida e a rigorosa apuração dos fatos”.
O que falta esclarecer
As circunstâncias exatas da dinâmica do disparo, a motivação do crime e o que ocorreu dentro do apartamento no momento do homicídio ainda não foram detalhadas pela investigação.
A Polícia Civil da Bahia mantém o caso sob apuração na DH/BTS, com coleta de depoimentos e análise de elementos técnicos para a elucidação completa do caso.