Polícia
Publicado em 29/10/2026, às 11h10 Ilustrativa/Pixabay Redação BNews
Um desvio de cerca de R$ 16 milhões que teria sido feito do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Palhoça, em Santa Catarina, virou alvo de uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). Nesta quinta-feira (29), os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços residenciais ligados aos investigados.
Batizada de Operação Casa de Palha, a ação apura possíveis irregularidades em aplicações financeiras realizadas em 2013. Os mandados são cumpridos em Palhoça e São José, municípios da Grande Florianópolis.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas patrimoniais contra os suspeitos e empresas ligadas ao caso, incluindo o bloqueio de valores, a indisponibilidade de imóveis e o sequestro de veículos e embarcações.
Segundo a PF, auditorias da Secretaria de Previdência (SPREV) identificaram que as aplicações financeiras foram realizadas sem o cumprimento das formalidades exigidas. A investigação aponta ainda que parte dos valores desviados pode ter retornado aos agentes públicos envolvidos no esquema.
Os investigadores também identificaram indícios de que o dinheiro teria sido convertido em bens, como imóveis e veículos registrados em nome de terceiros.
Os crimes investigados são gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A apuração seguirá com a análise dos materiais apreendidos para identificar novas evidências e possíveis envolvidos.
Em nota, o Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Palhoça (IPPA) afirmou que os fatos investigados ocorreram exclusivamente no exercício financeiro de 2013 e que a atual administração está colaborando com a Polícia Federal e o Poder Judiciário.
A autarquia também repudiou condutas que violem as normas de governança, conformidade e prudência aplicáveis aos regimes próprios de previdência. Segundo o instituto, os recursos administrados pertencem aos servidores municipais e são destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões.
Leia a nota completa:
O Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Palhoça (IPPA) vem a público esclarecer os fatos relativos à deflagração da Operação Casa de Palha pela Polícia Federal, ocorrida em 29 de outubro de 2026. A ação policial cumpriu mandados nos municípios de Palhoça e São José para aprofundar investigações sobre a aplicação irregular de recursos previdenciários em fundos de investimento, com prejuízo estimado em R$ 16 milhões, além de apurar supostos crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O Instituto destaca à sociedade e aos segurados que os eventos sob apuração ocorreram exclusivamente no exercício financeiro de 2013, sob a responsabilidade de gestão anterior da autarquia. Na época, os investimentos foram autorizados sem o cumprimento das formalidades legais exigidas. Cumpre destacar que, já no momento daquelas apurações iniciais, o ex-presidente da instituição foi imediatamente exonerado do cargo. Além dessa medida, a própria autarquia formalizou representações perante o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) e a Secretaria de Previdência (SPREV), cujas auditorias técnicas fundamentaram a apuração policial em curso.
A atual administração do IPPA presta irrestrita cooperação com a Polícia Federal e o Poder Judiciário, disponibilizando acesso integral a documentos, balancetes e sistemas contábeis. Ressaltamos ainda que o IPPA não foi alvo de buscas ou mandados.
Por fim, o IPPA repudia condutas que violem as normas de governança, conformidade e prudência aplicáveis aos regimes próprios de previdência. Os recursos geridos pela entidade pertencem aos servidores municipais e destinam-se à garantia de suas aposentadorias e pensões. A autarquia reafirma sua confiança nos órgãos de fiscalização e o compromisso permanente com a legalidade, a transparência e a preservação do patrimônio previdenciário dos servidores de Palhoça.