Polícia
Publicado em 21/07/2026, às 08h25 - Atualizado às 08h37 Reprodução | Instagram | @policiacivil_rj Redação Bnews
Envolvidos em um esquema interestadual de roubo de medicamentos oncológicos e imunossupressores entraram na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), que realiza nesta terça-feira (21) a Operação Metástase.
A ação, que ocorre simultaneamente no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na Baixada Fluminense, além de endereços em São Paulo, Goiás e Pará, mira integrantes da quadrilha que, segundo a polícia, movimentaram mais de R$ 33 milhões em apenas um ano e utilizava empresas de fachada para recolocar o material roubado no mercado.
Além dos mandados de busca e apreensão e de prisão, também foi pedido o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens e valores utilizados pelo bando para ocultar o patrimônio.
Segundo a PCRJ, as investigações conduzidas pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-CAP) identificaram uma organização criminosa altamente sofisticada e violenta, especializada em roubos de cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor de mercado, que seriam utilizados tanto na rede privada quanto na rede pública de saúde.
"Os agentes constataram a participação do grupo em pelo menos 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses, além da movimentação financeira superior a R$ 33 milhões no período de um ano, entre 2025 e 2026, por meio da utilização de empresas de fachada. As investigações também indicaram que o material roubado era reinserido em instituições públicas de saúde de todo o país por meio de processos licitatórios na modalidade de tomada de preços.
Esquema conta com apoio do Terceiro Comando da Capital
Ainda de acordo com a polícia, durante a apuração foi constatado que o esquema ia muito além do roubo das cargas transportadas. Após as ações criminosas, realizadas por criminosos fortemente armados, os medicamentos eram levados para áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, onde ocorria o transbordo e a redistribuição da carga.
“A facção criminosa atuava no suporte territorial, fornecendo apoio bélico e proteção ao núcleo de roubadores. Em seguida, um segundo núcleo era responsável pelo armazenamento, fracionamento e envio dos medicamentos roubados. Para esconder a origem dos produtos e enviá-los aos receptadores finais em diversos estados do país, os integrantes utilizavam empresas de fachada, transportadoras, entregadores e 'laranjas'. As equipes também identificaram membros do grupo responsáveis por aliciar funcionários de transportadoras para obter informações privilegiadas sobre rotas e cargas”, detalhou a PCRJ.
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