Polícia
Publicado em 18/06/2026, às 06h45 - Atualizado às 06h54 Divulgação | PCBA Redação Bnews
A Polícia Civil da Bahia fecha o cerco na manhã desta quinta-feira (18), em bairros de Salvador, contra integrantes de um grupo que atraía vítimas por meio de aplicativos de encontros para cometer extorsão.
Após meses de investigações, descobriu-se que os suspeitos também mantinham as vítimas sob grave ameaça para exigir transferências bancárias. "As investigações tiveram início após o registro de ocorrência feito por uma vítima que relatou ter sido atraída por meio de anúncios em sites e aplicativos de relacionamento. Após marcar um encontro em um imóvel localizado no bairro da Boca do Rio, em Salvador, o homem foi surpreendido por um homem que se apresentou como companheiro da mulher e exigiu bens e valores em troca de sua liberdade", disse a polícia.
Identificação dos integrantes
No decorrer das diligências, quatro integrantes foram identificados. O bando atuava de forma coordenada e com divisão de funções entre os participantes. Na prática, segundo a Polícia Civil, o modus operandi do quarteto funcionava da seguinte forma: equanto duas mulheres trans realizavam os contatos e atraíam as vítimas por meio de anúncios em sites e aplicativos de relacionamento, outros dois integrantes eram responsáveis pela abordagem, pelas ameaças e pela cobrança dos valores exigidos.
Vítimas eram ameaçadas
Algumas vítimas relataram à polícia que, durante os encontros, foram ameaçadas, mantidas sob restrição da liberdade e obrigadas a realizar transferências bancárias para obter a própria liberação. "As investigações também apontaram a utilização de filmagens íntimas como forma de intimidação e pressão psicológica contra as vítimas, ampliando o constrangimento empregado para obtenção das vantagens indevidas", detalhou.
"As diligências apontaram que o grupo utilizava uma estratégia previamente planejada, tendo como principal foco homens e turistas. Para realizar os encontros e aplicar os golpes, os investigados alugavam temporariamente casas e apartamentos por meio de plataformas digitais, inclusive em nome de terceiros, dificultando a identificação dos envolvidos e o rastreamento dos locais utilizados para a prática criminosa", completou a polícia.
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