Polícia
Publicado em 16/07/2026, às 07h32 - Atualizado às 07h44 Divulgação | MP Redação Bnews
Um grupo criminoso especializado em fraudes contra a Caixa Econômica Federal (CEF), realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias e contratação fraudulenta de empréstimos, é alvo de uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e pela Polícia Federal (PF).
Denominada de operação “Versão Brasileira”, a ação cumpriu um mandado de prisão contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e três de busca e apreensão nas residências de três investigados em Salvador.
Início das investigações
Segundo o MPBA, nas investigações foi descoberto que o grupo utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. "Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores", disse.
Também segundo o órgão, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.
Conversão em moeda estrangeira
Parte dos valores adquiridos por meio das fraudes era convertida em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. "Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos".
Sobre o nome da operação
O MPBA esclareceu que o nome “Versão Brasileira” faz referência ao método empregado pelos investigados, que se apropriavam das identidades de pessoas reais e produziam uma espécie de “versão paralela” dessas vítimas, utilizando documentos adulterados, imagens e dados verdadeiros para criar personagens fictícios destinados à prática das fraudes financeiras.
“A expressão também remete ao processo de falsificação de identidades que permitia aos criminosos atuar perante instituições financeiras como se fossem os legítimos titulares dos documentos utilizados. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de estelionato contra instituição financeira, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional”.
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