Polícia

Operação mira membros do CV que lavaram mais de R$ 11 milhões por meio de clube recreativo: "Exigiam pagamento mensal de R$ 6 mil"

Bando ameaçava dirigentes de clube para assumir controle e extorquir pagamentos mensais de R$ 6 mil  |  Reprodução | Redes Sociais

Publicado em 04/08/2026, às 07h03 - Atualizado às 07h10   Reprodução | Redes Sociais   Redação Bnews

Integrantes de um grupo criminoso - que lava dinheiro do crime por meio de um clube recreativo e de uma pousada - são alvos da Operação Quimera, deflagrada nesta terça-feira (4), pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Segundo a instituição, o bando conta com uma sofisticada estrutura ligada ao tráfico de drogas.  A operação busca cumprir mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense e na Região dos Lagos. Entre os alvos estão um clube na Zona Norte do Rio, e uma pousada em Armação dos Búzios.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Também foi requerido à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas investigadas.

"A investigação teve início após dirigentes de um clube social denunciarem que vinham sendo ameaçados para abandonar a administração da entidade e entregar o controle do espaço a pessoas ligadas ao tráfico de drogas. As diligências apontaram que as ameaças eram determinadas pela liderança do tráfico local. Além da tentativa de assumir o controle do estabelecimento, o grupo exigia o pagamento mensal de R$ 6 mil para permitir que o clube continuasse funcionando sem sofrer represálias"

Participação de familiares

Ainda segundo a polícia, as diligências também identificaram um núcleo familiar responsável pela gestão financeira paralela do clube, com funções bem definidas: um dos alvos seria o principal operador financeiro da organização; a segunda investigada atuava na administração paralela do clube; e um terceiro exercia funções de gestão, tendo movimentado R$ 2,4 milhões em apenas seis meses, apesar de não possuir atividade empresarial formal compatível.

"Outro investigado realizou cerca de 40 transferências via PIX, que totalizaram R$ 240 mil. Ele figura como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga. Também foi identificada a participação de uma quinta investigada, que movimentou cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, embora declarasse trabalhar como recepcionista, com renda aproximada de R$ 3,2 mil. No mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos alvos, em seis transferências".

Rendas incompatíveis com relatórios

Também conforme divulgado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro,  movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados foram reveladas após a análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF). Os documentos também apontaram uma intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via PIX.

"Os agentes também identificaram a ligação do grupo criminoso com uma pousada em Armação dos Búzios, que pode ter sido utilizada para lavar recursos provenientes do tráfico de drogas. O estabelecimento, de pequeno porte, possui 16 quartos, cinco funcionários e diárias de aproximadamente R$ 540 na alta temporada. Apesar dessa estrutura, movimentou cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de registrar mais de 600 depósitos em espécie, que somaram aproximadamente R$ 955 mil", detalhou.

Classificação Indicativa: Livre


Tagstráfico de drogaspousadalavar dinheiropolícia civil do rio de janeiroOperação Quimeraclube recreativo

Leia também


Cliente é denunciado por mostrar órgão genital em restaurante no Porto da Barra


Cláudio Tinoco faz aposta sobre eleição na Bahia e cita vantagem de ACM Neto nas pesquisas