Polícia

Pai de sobrinha de Kamila Simioni explica possibilidade de sequestro antes de tiros

Carro da família entrou por engano em favela do Rio de Janeiro, antes dos tiros  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 20/09/2024, às 11h49   Reprodução/Redes Sociais   Pedro Moraes

A adolescente Valentina Betti Simioni, sobrinha de Kamila Simioni, está internada após ser baleada no Rio de Janeiro. O carro em que ela estava com o pai entrou por engano no Complexo da Maré, nesta quarta-feira (18). Segundo o condutor do veículo, ele acelerou após notar que os suspeitos estavam armados e poderiam sequestrá-los.

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“Ele emparelhou do meu lado e olhei, achei estranho. Consegui ver os 2 rapazes e vi que um deles estava armado. E eu fiquei achando que a abordagem poderia ser pior e eles sequestrarem a gente. Então, eu resolvi acelerar. Nesse momento que eu acelerei, eles deram alguns tiros, uns 6 ou 8 tiros”, detalhou Michel Simioni, em entrevista à imprensa.

Policiais que estavam dentro de um carro da corporação na comunidade ajudaram a socorrer a adolescente de 14 anos.

“Eu continuei acelerando. Já estavam 400 e 500 metros da saída da favela para avenida. Quando eu consegui sair, ela encostou e falou: ‘Papai, tomei um tiro sim’. Aí, eu fiquei desesperado. Comecei a acelerar porque eu lembrava da viatura que estava na entrada da Maré. Mas eu encontrei outra viatura antes, com 2 policiais que salvaram a minha filha. Colocaram ela no carro e saímos de lá”, acrescentou.

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