Polícia
Publicado em 19/09/2026, às 10h35 Reprodução/Redes sociais Analu Teixeira
Uma semana após a morte de Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, a família da jovem ainda tenta lidar com a perda e cobra justiça pelo crime. A estudante de Nutrição foi assassinada a facadas depois de reagir a uma tentativa de estupro enquanto trabalhava em uma academia de Londrina, no Norte do Paraná.
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Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o pai da jovem, Edivaldo Marques, se emocionou ao relembrar a filha. Caçula da família, Thaissa estava no último ano da faculdade de Nutrição e também pretendia prestar vestibular para o curso de Direito.
“A minha filha respeitava a família inteira. Minha filha estava ensinando a gente a viver. A gente aprendeu muito com a Thaissa, sabia? A gente vai sentir muita falta dela, do carinho dela. Minha filha não tinha erro. A gente estava aprendendo a andar com ela”, afirmou.
Segundo familiares, Thaissa gostava de estudar e era querida por pessoas próximas. O pai também lembrou da última conversa que teve com a filha, no dia em que ela saiu de casa para trabalhar.
“Ela disse: ‘Papai, fica com Deus’”, contou Edivaldo.
A jovem havia sido contratada recentemente para trabalhar na divulgação de uma academia que ainda seria inaugurada. No dia 11 de setembro, enquanto entregava panfletos no local, ela foi abordada pelo suspeito, que, segundo a investigação, tentou estuprá-la. Thaissa reagiu e acabou sendo golpeada com uma arma branca.
O suspeito, Gabriel de Andrade, de 21 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Segundo a Polícia Civil do Paraná, ele teria confessado o crime e relatado aos agentes que pretendia cometer o estupro e matou a jovem após não conseguir consumar o ato.
Após o ataque, Gabriel fugiu e, por estar ferido na mão, afirmou inicialmente a pessoas que havia sido vítima de um assalto. Enquanto equipes atendiam à suposta ocorrência, trabalhadores encontraram manchas de sangue na academia e acionaram a polícia. Thaissa foi localizada morta dentro do estabelecimento.
A Polícia Civil segue investigando o caso, informações divulgadas durante a apuração indicam que o suspeito já conhecia o local e havia procurado emprego na academia antes do crime, uma circunstância que passou a ser analisada pelos investigadores.
Para a família, agora, permanece o pedido por justiça, Edivaldo afirmou que espera que o responsável seja punido pelo que aconteceu.
“A gente quer justiça, porque ela não vai voltar com a gente. Que ele pague o que fez, porque ele estava consciente”, declarou.
Thaissa era estudante da UniFil e estava perto de concluir a graduação em Nutrição, a instituição lamentou a morte da jovem e destacou sua trajetória acadêmica e os vínculos construídos ao longo dos anos.