Polícia

Patroa é presa suspeita pelo assassinato de funcionária; polícia diz que ela não queria pagar rescisão trabalhista

Eliane Alves dos Santos, patroa de Berenice, é a principal suspeita e teve prisão temporária decretada para auxiliar nas investigações.  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 13/07/2026, às 09h10 - Atualizado às 10h28   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Camila Sales

O caso de Berenice Ramos de Aguiar Faria, cozinheira de 60 anos que desapareceu no dia 30 de junho em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, após aceitar uma carona de sua patroa teve um novo desdobramento devido ao progresso das investigações e das divergências nos relatos fornecidos pelo filho da empresária Eliane Alves dos Santos.

Conforme o jovem, a funcionária mencionou ter sido demitida em 29 de junho, véspera de sumir, sob a justificativa de redução no movimento da temporada. Berenice teria acrescentado que estava no aguardo da rescisão devidas pelo desligamento para retornar a Igaratá, no Vale do Paraíba, município onde residia.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Com isso, a ocorrência, antes classificada como desaparecimento, passou a ser investigada como um provável homicídio. 

📲 Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube! 

No dia 30, na tarde do desaparecimento, Berenice deixou a pousada no veículo conduzido por Eliane que confirmou a carona à funcionária até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz, a SP-125. Depois desse momento, não há registros confirmados sobre o paradeiro. 

A falta de comunicação com os familiares levantou as primeiras suspeitas. De acordo com José Carlos de Faria Filho, filho de Berenice, a mãe deixou de responder às mensagens e ligações ainda naquela tarde, comportamento considerado incomum pelos parentes já que, segundo o filho, a mãe mantinha contato frequente com os três filhos. 

“Fomos à pousada e descobrimos que houve uma discussão entre minha mãe e a patroa. A patroa falou que pagou R$2,6 mil em dinheiro para ela e, depois, deu carona a ela até o trevo de acesso à rodovia”, disse José Carlos em depoimento à polícia.

Segundo ele, Eliane disse que Berenice conseguiu outro emprego na região da Praia das Toninhas. José afirma não acreditar na informação e sustenta que Berenice pretendia retornar à cidade natal. 

Fique por dentro das principais notícias do Entretenimento! Entre agora no canal do BNews no WhatsApp. 

Apontada como a principal suspeita do crime, Eliana, teve sua prisão temporária decretada na última sexta-feira (10). 

A medida visa ajudar a equipe de investigação a aprofundar na tomada de depoimentos, na verificação de possíveis rotas de deslocamento e o compreender o confronto entre as declarações colhidas no decorrer do inquérito. Enquanto isso, a busca por mais informações do desaparecimento segue em ação.

Até o fechamento desta matéria, as autoridades não reportaram as imagens das câmeras de segurança, relatos de testemunhas que tenham presenciado a carona ou achados materiais que sinalizem para onde Berenice possa ter sido conduzida. A reconstrução da dinâmica do suposto homicídio continua sob apuração.

Classificação Indicativa: Livre


TagsassassinatoSão Paulohomicídiodesaparecimentopousadarodoviaberenice

Leia também


Ex-prefeito morre após passar mal em prisão


Dona de pousada é presa suspeita de matar cozinheira após carona