Polícia

"Pessoas respeitam através do medo", avalia Sturaro sobre ações da PM no Carnaval de Salvador

"Só conseguimos fazer essa festa controlando através da força e impondo o medo", disse o coronel em entrevista  |  Reprodução/BNews

Publicado em 19/02/2026, às 19h23   Reprodução/BNews   Redação Bnews

O coronel da reserva Humberto Costa Sturaro Filho se manifestou diante das críticas envolvendo as abordagens da Polícia Militar (PM) durante o Carnaval de Salvador de 2026. De acordo com ele, o trabalho feito pela corporação é algo “cultural”, uma vez que as pessoas só respeitam “através do medo”. 

“Já tomei minha cutucada no Carnaval, já tomei e não gostei. É chato pra caramba. [...] Agora, sabe por que isso acontece? Isso é cultural. Então, a polícia, nós, que temos 200 anos para poder fazer uma festa dessa, só conseguimos fazer essa festa controlando através da força e impondo o medo. Para as pessoas se respeitarem através do medo. Por que as pessoas respeitam através do medo? Nós somos indisciplinados muitas vezes. Na maioria das vezes, também não gostamos de cumprir determinações”, disse Straro em entrevista ao “Se Liga, Bocão” na Baiana FM (83,9). 

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“Antigamente todo mundo era autoridade em cima do policial. Todo mundo desrespeitava a fala do policial. Se via o policial ali como alguém que apenas vestiu uma farda. E ali a farda lhe deu poder. Só que o poder está dentro da autoridade que lhe é envergada, e as pessoas não enxergam isso”, acrescentou. 

A fala do coronel ocorre após o cantor Márcio Victor classificar como “vagabundagem” uma abordagem da PM aos foliões durante a passagem do seu trio elétrico no Circuito Dodô (Barra/Ondina), na segunda-feira (16). 

“Se as pessoas vissem uma patrulha e dessem passagem para essa patrulha, esses fatos não aconteceriam. Como não davam passagem, começou historicamente uma futura combustão”, pontuou. 

O militar reconheceu que há excessos em alguns casos, mas defendeu o diálogo com a população. 

“O que a gente faz muito é trazer cada vez mais para perto da gente, colocar no auditório, conversar, trazer a comunidade, sentar e dialogar”, complementou. 

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