Polícia

PF fecha o cerco contra servidor envolvido em esquema de corrupção eleitoral que movimentou quase R$ 10 milhões

A Operação Fundo Oculto investiga organizações criminosas que desviam recursos públicos  |  Divulgação | PF

Publicado em 10/06/2026, às 08h33 - Atualizado às 08h40   Divulgação | PF   Redação Bnews

Integrantes de  duas organizações criminosas responsáveis por desvio de recursos públicos e pelo financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no estado do Maranhão, são alvos da Operação Fundo Oculto, deflagrada na manhã desta quarta-feira (10).

De acordo com a Polícia Federal, até o momento, foram identificados 15 candidatos beneficiados diretamente pelo esquema ou destinatários de tratativas de repasses ilícitos. Os repasses eram pulverizados entre servidores.

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Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, a operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, do afastamento de um funcionário público e do sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões. As medidas visam identificar a extensão do esquema criminoso, recuperar ativos desviados e interromper a continuidade das práticas ilícita".

Modus operandi

Ainda de acordo com a PF, os criminosos possuíam  um esquema estruturado que utilizava empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para canalizar recursos públicos que, logo após o crédito nas contas empresariais, eram rapidamente convertidos em espécie. "Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís.A apuração revelou que o fluxo financeiro atingiu picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito, com movimentações atípicas que totalizaram quase R$ 10 milhões. Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram aproximadamente R$ 2 milhões”, detalhou a Polícia Federal.

As investigações apontaram que o esquema utilizava uma técnica de lavagem de dinheiro. Na prática, os valores eram sacados das contas  das contas das empresas e depositados em contas de laranjas. Nas diligências, também  foram identificadas planilhas informais de "caixa dois" e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco.

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