Polícia
Publicado em 07/09/2026, às 12h38 Arquivo / BNews Tiago Di Araújo
Uma abordagem da Polícia Federal terminou com a apreensão de R$ 4 milhões em dinheiro vivo e a prisão em flagrante de um policial militar aposentado em Boa Vista, em Roraima. O montante havia sido sacado de uma agência bancária e estava com um empresário do setor da construção civil, que era acompanhado pelo ex-PM.
O caso aconteceu na sexta-feira (4) e chamou a atenção dos investigadores pela quantia transportada em espécie. A PF apura agora a origem e o destino dos R$ 4 milhões.
Uma das linhas investigadas é a possibilidade de que o dinheiro tivesse como destino o financiamento da campanha de uma deputada federal que disputa uma vaga no Senado. Até o momento, porém, não há confirmação de que os recursos tenham sido efetivamente utilizados para fins eleitorais.
O empresário abordado foi identificado como Luiz Brito, conhecido no setor da construção civil em Roraima. Ele é fundador de uma empresa que atua na área de infraestrutura, com trabalhos que incluem construção de estradas e serviços de terraplanagem.
Depois de ser conduzido à sede da Polícia Federal, Brito foi liberado. O dinheiro, entretanto, permaneceu apreendido, assim como o celular utilizado por ele.
Os objetos deverão ser analisados pelos investigadores no decorrer da apuração.
Durante a abordagem, o empresário afirmou que os R$ 4 milhões seriam utilizados na compra e em investimentos relacionados a terrenos.
A PF ainda deverá esclarecer se a justificativa apresentada é compatível com a origem e a finalidade dos recursos.
O empresário estava acompanhado do policial militar aposentado José Bertoldo Peres Júnior.
Durante a ocorrência, os investigadores encontraram uma arma de fogo com o ex-integrante da corporação. Segundo as informações preliminares, Bertoldo não possuía autorização para portar o armamento.
Por esse motivo, o policial aposentado acabou autuado em flagrante. A arma também foi apreendida pela Polícia Federal.
Como o homem já não estava na ativa da Polícia Militar, a PF deverá comunicar o caso à Corregedoria da PM, que poderá apurar as circunstâncias envolvendo o armamento e a atuação do policial aposentado.
A apreensão dos R$ 4 milhões não significa, por si só, que os recursos tenham origem ou finalidade ilícita. A investigação deverá verificar a procedência do dinheiro, a movimentação realizada pelo empresário e o eventual destino dos valores.
O celular apreendido com Luiz Brito também deverá integrar as diligências realizadas pelos investigadores.
Até o momento, a suspeita de que o dinheiro pudesse estar relacionado a uma campanha eleitoral permanece como uma linha de investigação, sem confirmação de que os recursos tenham sido empregados para essa finalidade.
A abordagem ocorreu em Boa Vista na sexta-feira (4/9), após o empresário realizar o saque bancário que colocou os R$ 4 milhões no centro da investigação da Polícia Federal.