Polícia

PM e ex-candidato do PL é preso acusado de atuar como agiota e torturar devedores; saiba detalhes

Investigações revelam uso de violência extrema e ameaças com armas por parte do grupo liderado pelo PM e sua esposa  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 29/11/2025, às 17h12   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

O sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO) Hebert Póvoa e a esposa, a advogada Tatiane Meireles, foram presos nesta sexta-feira (28), em Luziânia, no entorno do Distrito Federal, suspeitos de liderar uma quadrilha envolvida em agiotagem, extorsão e violência contra devedores.

Segundo informações do Metrópoles, o casal e outros integrantes do grupo ameaçavam as vítimas com armas e utilizavam até tacos de beisebol para agredi-las. Além de Hebert e Tatiane, dois policiais militares e dois civis também foram detidos durante a operação.

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As investigações apontam que o grupo atuava como uma organização criminosa estruturada, que utilizava da violência extrema para cobrar dívidas. Vídeos obtidos pela polícia mostram vítimas ensanguentadas, ajoelhadas e chorando enquanto são espancadas com chutes, socos e objetos diversos.

Tatiane, além de fornecer suporte jurídico para tentar "blindar" o grupo, participava diretamente das agressões. Em uma das gravações, ela aparece golpeando uma vítima com um cassetete e obrigando a pessoa a manter os braços erguidos.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidas várias armas de fogo e cerca de R$ 10 mil em dinheiro vivo.

Quem é Hebert Póvoa

Além de policial militar, Hebert Póvoa foi candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em 2024, em Luziânia. Durante a campanha, ele usou a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro e se apresentava como figura "moralista", "anticorrupção" e promotora de valores conservadores.

O candidato também circulou pela cidade em trio elétrico fazendo ataques pessoais ao prefeito e familiares, chegando a ser condenado na Justiça pelas ações.

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