Polícia
Publicado em 07/09/2026, às 18h09 YouTube/Brasil Urgente Analu Teixeira
O policial militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, foi preso temporariamente nesta segunda-feira (7), durante o velório da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos. O agente é investigado por suspeita de envolvimento na morte da mulher, encontrada com um tiro na cabeça dentro da casa onde o casal vivia, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
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Vinícius chegou ao local onde acontecia a despedida de Larissa, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa, familiares da vítima não permitiram que ele participasse da cerimônia. O PM foi abordado e conduzido à Delegacia de Embu das Artes. Posteriormente, foi levado pela Corregedoria da Polícia Militar ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.
A prisão temporária foi decretada pela Justiça após pedido da Polícia Civil e tem validade inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a medida foi solicitada depois que as investigações identificaram indícios de possível infração penal diante da dinâmica do caso e dos elementos preliminares reunidos.
Apesar da suspeita de feminicídio que motivou a prisão, o caso segue formalmente registrado e investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. A defesa de Vinícius nega o envolvimento do policial na morte.
Larissa foi encontrada morta na manhã de domingo (6), no banheiro da residência onde morava com Vinícius e o filho do casal, de dois anos. A arma particular do policial foi localizada sob o corpo da vítima após a movimentação feita pela equipe médica.
Em depoimento, Vinícius afirmou que ele e a esposa haviam discutido naquela manhã sobre o fim do relacionamento. Segundo a versão apresentada pelo PM, após a conversa, ele foi dormir e acordou com o barulho de um disparo. Ao procurar Larissa, teria encontrado a mulher caída no banheiro e acionado o socorro.
O policial declarou ainda que a esposa sabia onde ele guardava a arma, ele foi ouvido pelas autoridades no domingo e inicialmente liberado.
Familiares de Larissa, no entanto, contestam a versão apresentada pelo marido. Segundo relatos dos parentes, a jovem havia enviado uma mensagem à avó horas antes de morrer informando que tinha se separado do policial.
A Polícia Civil solicitou uma série de exames para tentar determinar as circunstâncias da morte. Entre eles estão testes residuográficos nas mãos de Larissa e Vinícius, que serão confrontados com os demais elementos reunidos durante a investigação.
A arma de fogo, o carregador, as munições e um estojo deflagrado encontrados no imóvel foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística (IC) para exames periciais e balísticos.
O corpo de Larissa também foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), o exame necroscópico deverá analisar a causa da morte, as características da lesão e a trajetória do projétil.
De acordo com o registro policial, as perícias serão utilizadas para esclarecer, entre outros pontos, a posição da vítima e da arma no momento do disparo e verificar se os elementos encontrados são compatíveis com um disparo autoinfligido ou com a intervenção de outra pessoa.
Antes da prisão, a defesa de Vinícius classificou a morte como uma “tragédia profundamente dolorosa” e afirmou que os exames e laudos periciais deverão comprovar a inocência do policial, a investigação continua.