Polícia

PM que matou mototaxista com tiro à queima-roupa achou que vítima estava armada, diz defesa

Advogado também esclareceu versão de que desentendimento entre PM e mototaxista começou por conta do valor da corrida  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 05/12/2024, às 12h09   Reprodução/Redes sociais   Victória Valentina

A defesa policial militar Venilson Cândido da Silva, de 50 anos, que matou com um tiro à queima-roupa o motociclista de aplicativo Thiago Fernandes Bezerra, 23, esclareceu sobre a confusão que antecedeu o disparo. Segundo Ernesto Cavalcanti, o PM contou não se negou a pagar R$ 7 pelo serviço, mas que a vítima não quis encerrar a corrida dentro do condomínio e que achou que ela estava armada. Com isso, ele reagiu ao considerar uma possível ameaça.

O advogado relatou ao g1 que o policial solicitou uma moto de aplicativo para ir do centro da cidade de Camaragibe até sua casa. Já no destino, aconteceu um "desentendimento".

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"Ao chegar ao condomínio, na hora de pagar a viagem, houve um desentendimento. E nesse desentendimento, teria me xingado, eu revidei, e ele ficou agressivo, chegando ao ponto de desferir-me uma tapa no rosto e fez menções de que teria uma arma na cintura, pela forma como se posicionava", disse o policial ao advogado. 

Ainda de acordo com a defesa, o PM "se assustou quando o motociclista abriu os braços na intenção de ir em sua direção". Com isso, ele sacou a arma e atirou uma vez.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento exato da discussão. Thiago Fernandes Bezerra para a motocicleta em frente a uma casa. O PM, que estava na garupa, desce e eles parecem discutir. Em determinado momento, o motociclista também sai do veículo e empurra o militar. É aí que Venilson saca a arma da cintura e efetua o disparo.

Thiago cai no chão na hora e fica estirado. O policial retira o capacete, deixa próximo ao corpo da vítima e entra na residência. Pouco tempo depois, ele deixa o condomínio e pega um ônibus. 

De acordo com o advogado Ernesto Cavalcanti, Venilson seguia para a delegacia da cidade para se entregar e apresentar a arma e o projétil disparado. Porém, ele foi cercado dentro do coletivo e espancado por populares. 

O PM foi levado para uma unidade de saúde para receber os primeiros socorros, depois encaminhado para o centro de detenção da corporação, onde ficou preso.

"Ele (o policial) alegou que tem a ficha limpa, sem advertências ou infrações. Considero precipitada a decisão da administração da Secretaria de Defesa Social de afastá-lo por 120 dias e acredito que seja preciso apurar melhor os fatos; diante de um policial com uma conduta irretocável", disse o advogado, ao g1.

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TagsPernambucocorridacamaragibeThiago Fernandes BezerraVenilson Cândido da Silva

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