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Polícia Federal descobre rede de prostituição e desarticula grupo que mandava brasileiras para Israel

Rede internacional de prostituição é desmontada pela PF; Justiça bloqueia R$ 10 milhões de grupo criminoso  |  Divulgação/PF

Publicado em 05/11/2026, às 11h19   Divulgação/PF   Matheus Simoni

A Polícia Federal desarticulou nesta quarta-feira (4) um grupo criminoso suspeito de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel. Batizada de 'Operação Dirty Dancing', a ação tem como objetivo desmontar a quadrilha com atuação internacional que promovia a entrada irregular das moças em outros países. Segundo a PF, parte dos valores obtidos com a atividade ilegal era retida pelos criminosos.

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Os policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva contra uma mulher, que não teve a identidade revelada, e dois de busca e apreensão em Ananindeua, no Pará. Também foi cumprida uma busca e apreensão em Goiânia, em Goiás.

A PF conseguiu, através da Justiça Federal, o sequestro e o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões. Também foi suspensa a atividade de duas empresas vinculadas à mulher, apontada como liderança da organização criminosa. Os policiais também conseguiram apreender passaportes, monitoração eletrônica e proibição de saída do país para dois suspeitos.

Como a operação começou

A Polícia de Israel passou a entrar em contato com a PF, o que motivou uma investigação do caso em fevereiro de 2025. O grupo já vinha sendo monitorado pelas autoridades israelenses. Líder da organização, a mulher usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. A partir daí, o grupo providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes em Israel.

Os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por intermédio de brasileiros residentes fora do país, que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.

A mulher teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. De acordo com os elementos reunidos até o momento, o grupo teria atuado de forma contínua e movimentado uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos outros países.

A Polícia Federal investiga os crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.

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