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Polícia

Policial do Bope morre após troca de tiros entre PMs; outros cinco policiais ficam feridos

Um subtenente do Bope morreu e cinco policiais ficaram feridos em um confronto na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 12/10/2026, às 07h56   Reprodução/Redes sociais   Samuel de Jesus

Um policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) morreu após uma troca de tiros entre equipes da própria Polícia Militar. O fato aconteceu na manhã de domingo (11), na região da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Além da morte do agente, outros cinco policiais ficaram feridos durante o confronto, ocorrido na divisa entre os bairros Gardênia Azul e Freguesia, em Jacarepaguá.

POLICIAIS ATIRANDO CONTRA POLICIAIS. QUEM ESTÁ SEGURO? A surreal suspeita de fogo cruzado entre equipes da própria PM deixou um policial do Bope morto e outros quatro feridos no Rio. A tragédia expõe mais uma vez o resultado de uma lógica de segurança pública que prioriza o confronto e o armamentismo, na qual o “atira primeiro” pode custar a vida até de quem está do mesmo lado, colegas de farda. Repito: é preciso investir em inteligência, tecnologia, treinamento defensivo e saúde mental dos agentes, com protocolos que evitem confrontos, inclusive entre as próprias equipes. E é indispensável investigar rigorosamente o que realmente aconteceu nesse território, disputado por facção e milícia. Uma política de segurança que coloca em risco até os próprios policiais precisa ser questionada. https://t.co/glKiEH2khU

— Dani Monteiro (@danimontpsol) October 11, 2026

Segundo O Globo, a vítima era o subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos. O agente chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, uma equipe do Bope realizava uma abordagem na Rua Guilherme Moreira quando policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento da região, se aproximaram do local.
A baixa luminosidade e a dificuldade de identificação das equipes estão entre os fatores apontados para a confusão. Os agentes teriam confundido a ação com uma ocorrência criminosa e iniciado os disparos. 

Outros cinco policiais ficaram feridos

Além de Gláucio, outros cinco policiais militares foram atingidos. Quatro deles pertenciam ao Bope, enquanto o quinto era lotado no 18º BPM. Os agentes feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Segundo informações divulgadas pelo Globo os policiais passaram por cirurgia e estavam estáveis, enquanto outros três receberam alta após avaliação médica.

Policial tinha 26 anos de carreira

O subtenente Gláucio Marcelo tinha 26 anos de serviço na Polícia Militar, a maior parte deles no grupo do Bope. Ele deixou três filhos e era irmão de Héber Carvalho da Fonseca, também policial militar, morto em uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão.

🚨💀🖤 LUTO NO BOPE: O Rio de Janeiro perde mais um guerreiro. O subtenente Gláucio Marcelo, do BOPE, morreu neste domingo (11), após ser baleado durante uma ocorrência na Gardênia Azul. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e irmãos de farda. Que Deus conforte o coração de todos neste momento de dor.

— Faca na Caveira - Oficial (@oficial_caveira) October 11, 2026

As circunstâncias do confronto são apuradas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e pela Corregedoria Interna da Polícia Milita e da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar.
A investigação deverá esclarecer como aconteceu o incidente, a sequência dos disparos e as condições que levaram ao confronto entre os próprios agentes da corporação.
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Classificação Indicativa: Livre


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