Polícia

Policial penal é investigado por caso de aliciamento de menina de 12 anos

Um policial penal do Estado do Rio de Janeiro é alvo de investigação após ser acusado de aliciar uma criança de 12 anos. O caso está sob apuração  |  Foto / Reprodução

Publicado em 17/09/2026, às 22h49   Foto / Reprodução   Leonardo Oliveira

Um policial penal do Estado do Rio de Janeiro é alvo de investigação após ser acusado de aliciar uma criança de 12 anos. O caso está sob apuração da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) na esfera criminal, enquanto a Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) instaurou sindicância administrativa para averiguar a conduta do servidor. 

A denúncia veio a público após o pai da menor, o advogado criminalista Sandro Figueiredo, confrontar o agente pessoalmente em um centro de treinamento esportivo. A abordagem foi registrada em vídeo e circulou nas redes sociais.

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De acordo com o relato do responsável, o agente utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens com recursos de visualização temporária para fazer convites à garota, e convidava ela para ir à praia sem acompanhantes. Em depoimento ao portal g1, o pai detalhou a dinâmica das investidas do suspeito.

"Ele estava convidando a minha filha, de 12 anos de idade, que estava praticando esporte, pra jogar futevôlei com ele na praia sozinho, jogar altinha na praia, mandava fotos temporárias, visualização única pra minha filha. Esse ato de convidar uma criança pra jogar futevôlei na praia sozinho é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente", explicou.

Sandro enfatizou a vulnerabilidade da vítima e a gravidade da postura do servidor. “Mandava mensagens de visualização temporária, aliciando a minha filha, uma criança de 12 anos de idade. Minha filha não tem corpo, não tem rosto, não tem jeito de adulto, tem o corpo, rosto e jeito de criança. Isso é transparente como a mais pura das águas cristalinas. E ele estava aliciando", completou.

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Após o registro na delegacia especializada, o caso foi encaminhado para a Vara Especializada em Crimes contra Crianças e Adolescentes (Veca), contando com parecer favorável do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para a aplicação de medidas cautelares. A Justiça determinou que o agente mantenha distância mínima de 300 metros da criança e proibiu qualquer contato por meios virtuais, telefônicos ou presenciais.

Por meio de nota oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) declarou que não compactua com desvios de conduta ou práticas ilícitas por parte de seus integrantes. A pasta confirmou que a Corregedoria conduz os trâmites disciplinares cabíveis e que notificou os órgãos ministeriais para acompanhar o desfecho das apurações. 

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