Polícia
Publicado em 22/08/2026, às 07h13 Reprodução / Acervo Pessoal Tiago Di Araújo
A médica Aline Candice Carlos Magalhães, que havia sido presa sob a suspeita de integrar uma organização criminosa voltada para a falsificação de diplomas de medicina, deixou a prisão nesta sexta-feira (21), apenas dez dias após ser detida em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. A informação foi confirmada por sua equipe de defesa.
A soltura foi concedida pela Vara Federal de Governador Valadares (MG) após pedido formal dos advogados. Em nota enviada à imprensa, a defesa sustentou que as provas apresentadas contra a médica eram frágeis e incapazes de demonstrar sua participação efetiva em qualquer tipo de adulteração ou falsificação documental.
Aline havia sido presa no dia 12 de agosto durante a Operação Canudo, deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular um esquema de venda de diplomas e documentos acadêmicos falsos. A profissional, que se formou em São Paulo e se mudou para a Bahia para exercer a profissão, chegou a ter a prisão mantida em audiência de custódia no dia seguinte à operação, que também cumpriu mandados em Barreiras (BA) e em cidades do norte de Minas Gerais.
O esquema começou a ser desmantelado em 2023, após o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificar um diploma falso do Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG), apresentado por uma mulher de 33 anos que atuava no município de Cacique Doble (RS). A notificação do conselho deu início à apuração da PF, que revelou uma rede especializada na fabricação e comercialização de registros acadêmicos fraudulentos. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e clientes do grupo.
Em nota oficial enviada à sociedade de Barreiras, os advogados Ricardo Matheus Pereira dos Santos, Bazílio Ignácio Xavier Neto e Joslaine Oliveira dos Anjos reforçaram a inocência de Aline, ressaltando o princípio constitucional da presunção de inocência.
"Os advogados, Dr. Ricardo Matheus Pereira dos Santos (OAB/BA 58.330), Dr. Bazílio Ignácio Xavier Neto (OAB/BA 24.510) e Dra. Joslaine Oliveira dos Anjos (OAB/BA 63.269), que patrocinam a defesa da Dra. Aline Candice Carlos Magalhães comunicam que, após pedido formalizado junto à Vara Federal de Governador Valadares-MG, foi reestabelecida a liberdade da médica.
Os elementos trazidos pela defesa demonstraram a fragilidade das provas produzidas em face de Aline, não havendo demonstração cabal da participação da médica em qualquer tipo de falsificação documental. A defesa técnica acredita na plena inocência, tanto que logrou êxito, em curto espaço de tempo, no reestabelecimento da liberdade. No Estado Democrático Brasileiro, vigora o princípio da presunção de inocência, de modo que, a divulgação de imagens da médica, associada a publicações pejorativas ou falaciosas, poderão ensejar a adoção de medidas judiciais cabíveis. Ademais, a qualificação profissional da médica permanece hígida, de modo que retornará ao pleno exercício de suas atividades."