Polícia

Secretário detalha operação em Cajazeiras e destaca trabalho das forças de segurança contra facções: "O Estado não será subjugado"

O secretário destacou que a polícia continuará agindo “independentemente do local” e garantiu que não permitirá que a população seja “vítima de covardes”  |  Reprodução / BNews Tv / Youtube

Publicado em 16/09/2026, às 19h27   Reprodução / BNews Tv / Youtube   Leonardo Oliveira

O Secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou em entrevista ao BNews Agora, nesta quarta-feira (16), a operação em Cajazeiras que resultou na apreensão de 11 armas e na neutralização de nove criminosos faccionados. Ele afirmou que a polícia continuará agindo “independentemente do local” e garantiu que não permitirá que a população seja “vítima de covardes”.  Segundo o secretário, a polícia continuará trabalhando contra as organizações criminosas de forma incansável e garantiu que “o Estado não será subjugado”. 

“A polícia continuará trabalhando. A polícia continuará trabalhando contra as facções. Isso é inegociável. O Estado não será subjugado. Eu falo sempre sobre isso. Se há percepção, por meio da ouvidoria ou do monitoramento, de que existe uma operação permanente da Polícia Militar, ou de que criminosos retiram o sistema de câmeras, nós vamos lá e retiramos as barricadas. Se há algum indicativo de extorsão à população, nós vamos lá, realizamos a investigação e operamos”, reiterou.

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“E assim vamos continuar fazendo, porque o nosso trabalho é esse. Não vamos permitir que a população seja violentada ou vítima desses covardes. Porque uma pessoa que aponta uma arma para um trabalhador e exige algo, cerceando o direito de ir e vir dele, é, sim, um covarde. Ela pratica um ato covarde. Temos trabalhado firme para tirar essas pessoas de circulação e, consequentemente, diminuir os índices criminais”, complementou.

Ele ressaltou que a ação deflagrada na terça-feira (15) é parte de uma estratégia mais ampla de enfrentamento ao crime organizado, com operações integradas entre Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos de inteligência. 

Segundo o secretário, a operação em Cajazeiras foi desencadeada após informações de que uma facção planejava um “levante” contra o bairro e contra um grupo rival, o que poderia expor novamente a população à violência. Ao chegarem ao local, os policiais foram recebidos a tiros em uma área de mata onde os criminosos estavam acampados, “aguardando o anoitecer para criar terror e medo naquela população”, relatou Werner. 

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No confronto, nove criminosos foram neutralizados. Destes, sete tinham passagens pela polícia e antecedentes criminais, inclusive de outras localidades. O arsenal foram de 11 armas, sendo quatro fuzis, uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora e cinco pistolas. Também foram recolhidos 21 carregadores, coletes balísticos, um deles desviado de uma corporação, além de drogas. 

“O arsenal fala por si só. Somos muito sérios e comprometidos com o que fazemos. E, quando falo ‘nós’, estou falando de todos os profissionais de segurança”, enfatizou o secretário. Marcelo Werner reiterou sua política de não citar nomes de criminosos, facções ou bairros específicos, para não dar “ibope” aos envolvidos em atividades ilícitas. 

“Eu não falo o nome de nenhum tipo de criminoso, não falo nome de facção e não falo nome de bairro. Não vou dar ibope para eles. Para mim, são criminosos que têm que ser presos”, afirmou, destacando ainda que não estigmatiza territórios, pois sabe que a maioria dos moradores de áreas vulneráveis são “pessoas do bem, que estão sendo violentadas”. 

“Quem eu tenho que proteger é a população que está no meio desse fogo cruzado, que sofreu com cidadãos alvejados, veículos e residências atingidas”, completou. Questionado sobre a migração de facções para bairros como Tancredo Neves, Itinga, e Arembepe, o secretário explicou que o governo estadual tem atuado com a Operação Dominus Areae, da Polícia Militar, que visa cercar e combater o crime no “berço” dessas organizações.

“Nunca foram realizadas tantas operações naquela área. É um enfrentamento feito no berço dessa facção, que se associou a uma facção local aqui na Bahia”, disse. “Fazemos justamente esse acompanhamento e vamos buscar lideranças em outros estados da Federação. As principais lideranças não estão aqui”, garantiu.  

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