Polícia
Publicado em 21/07/2026, às 15h36 PCMT/Divulgação Gabriel Santana
Servidores ligados à Secretaria de Estado de Saúde (SES) e um policial militar do Mato Grosso (MT) foram alvos de uma operação realizada pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (21), em Cuiabá e Várzea Grande, suspeitos de terem realizado um golpe de mais de R$ 1,1 milhão contra uma trabalhadora do estado.
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Segundo a investigação da corporação, a servidora pública teria sido vítima de estelionato entre 2022 e 2025, quando sofria um processo contínuo de intimidação e manipulação psicológica pela colega de trabalho. As narrativas criadas eram sobre supostas dívidas com agiotas e ameaças contra a mulher e seus familiares.
Por conta do medo de que algo ruim acontecesse contra ela e seus familiares, a vítima realizou empréstimos, saques em cartões de crédito, resgate de recursos da previdência privada e até utilizou dinheiro guardado para a construção da casa própria. A mulher afetada ainda foi convidada a financiar, em seu próprio nome, uma caminhonete que teria sido usada por uma pessoa próxima à principal investigada.
O golpe foi interrompido quando o marido da servidora atingida percebeu que a sua mulher estava abalada emocionalmente, descobriu o que estava acontecendo e impediu todas as formas de contato com a suspeita. De acordo com o Portal Metrópoles, foi logo após a descoberta que o marido denunciou o caso para a Polícia Civil.
Para conseguir ter acesso ao dinheiro da servidora pública, a colega de trabalho da vítima teria inventado que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas por conta de uma suposta dívida ligada a outro companheiro de profissão.
A suspeita, então, afirmava que os supostos criminosos sabiam da identidade delas e poderiam atacar seus familiares caso os pagamentos não fossem efetuados. Ao mesmo tempo em que dizia ser vítima da situação, a investigada alegou que poderia negociar a dívida e protegê-la.
Foi então que a servidora vítima passou a transferir dinheiro para a colega entre 2022 e 2025, chegando a R$ 1.132.680,00, diretamente para a conta da suspeita. O valor foi confirmado por peritos da Polícia Civil após a Justiça ter autorizado a quebra do sigilo bancário.
Com o rastreamento do dinheiro realizado pela operação batizada como Laço Oculto, foi comprovado que parte da quantia foi transferida para outras pessoas ligadas ao grupo investigado. O papel de cada membro participante do grupo não foi divulgado.
Os policiais ainda conseguiram descobrir operações incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos, contas com muitas transações financeiras, milhares de saques em espécie realizados e indícios de utilização de “laranjas” para ocultar e movimentar o dinheiro do esquema.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) colaborou com as investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, nos endereços suspeitos. A Corregedoria da Polícia Militar também atuou no cumprimento das ordens judiciais.
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