Polícia
Publicado em 12/02/2026, às 19h43 BNews Cibele Gentil e Andrerson Ramos
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apresentou as principais novidades do esquema de segurança para o Carnaval deste ano, com foco no uso intensivo de tecnologia, atuação integrada das forças policiais e ações voltadas à prevenção e à inclusão. As informações foram detalhadas pelo secretário Marcelo Werner em entrevista ao BNews, durante a entrega oficial de equipamentos realizada com a presença do governador Jerônimo Rodrigues.
Ao todo, foram entregues 112 novas viaturas destinadas à Polícia Civil, ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) e ao Corpo de Bombeiros, além de equipamentos tecnológicos que passam a reforçar o monitoramento da festa. O efetivo será reforçado com cerca de 37 mil profissionais de segurança pública, incluindo policiais civis e militares, que atuarão de forma integrada. Parte desse efetivo estará em patrulhas ostensivas, enquanto outros agentes trabalharão de forma disfarçada.
O sistema de videomonitoramento foi ampliado e conta com mais de 2.500 câmeras espalhadas pelos circuitos.Também serão disponibilizados mais de 60 drones. Os equipamentos estarão distribuídos pelos circuitos oficiais da capital e do interior, permitindo alcançar pontos onde as câmeras fixas não chegam e ampliando o acompanhamento das ações de segurança.
Papel social e prevenventivo
Além do policiamento, a SSP investe em ações preventivas, como a campanha Alerta Cidadão e o Alerta Celular, voltadas à conscientização da população. De acordo com o secretário, operações específicas já apresentaram resultados, como a Operação Abadá, que prendeu falsificadores de abadás nos dias que antecederam a festa.
Outra novidade deste ano é a implantação de uma patrulha inclusiva da Polícia Militar, destinada a apoiar o deslocamento de pessoas com deficiência, reforçando o espírito da festa e tornar o Carnaval um evento acessível a todos. O esquema inclui ainda ações de enfrentamento ao assédio e ao feminicídio, com patrulhas especializadas da Polícia Militar e da Polícia Civil atuando diretamente nos circuitos, dentro da política do “Não é Não”.
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