Polícia

Suspeito de matar ex-companheira a facadas no subúrbio de Salvador se entrega à polícia

Iana Silva Santos, de 25 anos, foi assassinada dentro da própria casa, na última quinta-feira (21)  |  Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 28/05/2026, às 07h01   Reprodução/Redes Sociais   Redação BNews

Jonatas dos Santos Moreira, de 29 anos, suspeito de matar a ex-companheira a facadas no bairro de Alto de Coutos, no Subúrbio de Salvador, se entregou à polícia nesta quarta-feira (27). Ele se apresentou na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acompanhado de uma advogada.

A vítima, identificada como Iana Silva Santos, de 25 anos, foi assassinada dentro da própria casa, na última quinta-feira (21). Ela trabalhava como mecânica em uma empresa de ônibus da capital baiana.

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De acordo com as investigações, Jonatas já havia tentado matar Iana em fevereiro deste ano. Na ocasião, a jovem foi brutalmente agredida pelo então companheiro e sofreu ferimentos graves no rosto. Uma semana após o crime, ele chegou a ser preso, mas foi colocado em liberdade no mês de maio.

Em depoimento prestado na época, a vítima relatou que o relacionamento havia terminado dias antes das agressões e que o suspeito não aceitava a separação. Segundo a vítima, Jonatas chegou a afirmar que "se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém".

Ainda de acordo com a mulher, em 13 de fevereiro, ela dormia quando percebeu a presença do suspeito em casa.

"Ele já estava sem a farda do trabalho, com roupa comum e me agredindo. Eu sem reação nenhuma. Ele me batia querendo deformar minha face, como conseguiu deformar. Me dava chute e soco na cara. Quando eu caía no chão, ele chutava minha cabeça", disse.

Conforme o processo,a vítima sofreu edema traumático, equimoses nos dois olhos, lesões nos lábios e múltiplos traumas faciais. Exames também apontaram fratura cominutiva do assoalho orbitário direito, desalinhamento ósseo e comprometimento da região facial.

Durante o processo, Jonatas admitiu as agressões, mas alegou ter agido em legítima defesa. A versão, no entanto, foi rejeitada pela Justiça, que apontou desproporção entre o relato do acusado e a gravidade das lesões sofridas pela vítima.

Ele foi condenado por lesão corporal em contexto de violência doméstica a dois anos de reclusão em regime aberto, além do pagamento de indenização equivalente a um salário mínimo para Iana. Apesar da sentença, a prisão preventiva foi revogada sob a justificativa de que não havia, naquele momento, motivo para a manutenção da medida cautelar.

Apesar da sentença, o magistrado decidiu revogar a prisão preventiva, pois não existiam "motivos, neste momento, para decretação de nova prisão preventiva".

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