Polícia

TCP na mira: Polícia faz operação para cumprir mais de 50 mandados de prisão

Operação mobiliza equipes da Core e do Bope  |  Ilustrativa | PCRJ

Publicado em 10/06/2026, às 07h39   Ilustrativa | PCRJ   Redação Bnews

Uma megaoperação deflagrada pelas polícias Civil e Militar fecham o cerco contra o tráfico de drogas no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e prender mais de 50 suspeitos.

De acordo com informações do g1, os principais alvos são integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP). A ação, denominada de Operação Trinus, mobiliza equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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Os cercos abrangem seis ações que são realizadas simultaneamente com foco nos combates a roubo de cargas e lavagem de capitais, roubo e receptação de celulares, tentativa de  homicídio contra adolescente, exploração sexual infantil, violência doméstica e posse ilegal de armas, roubo circunstanciado na Avenida Brasil.

As diligências

Segundo a Polícia Civil do RJ, a operação é resultado de meses de investigações que envolveram análise de dados, diligências de campo, além da arrecadação de provas documentais e depoimentos. A partir desse trabalho investigativo, foi identificada uma complexa estrutura criminosa que explorava seis frentes de modalidades criminosas para financiar, fortalecer e expandir o domínio territorial da facção em comunidades da região.

"A principal frente da investigação identificou um esquema estruturado de roubos de carga e lavagem de capitais. As apurações apontaram que criminosos ligados à facção realizavam ataques sistemáticos a caminhões e cargas que trafegavam pela Avenida Brasil, Linha Vermelha e Linha Amarela. Outra frente das investigações também apontou que a facção exerce controle econômico sobre serviços essenciais dentro das comunidades, monopolizando atividades como venda de gás, fornecimento de água e acesso à internet", revelou a polícia. 

Ainda segundo as autoridades, a facção criminosa também utilizava baile funk dentro da Vila do João como ferramenta estratégica para o crime organizado. O local era utilizado para circulação de dinheiro, venda de produtos, fortalecimento da imagem das lideranças e escoamento dos produtos roubados. As apurações revelaram ainda registros de criminosos armados com fuzis durante o evento.

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