Polícia
Publicado em 01/08/2026, às 14h30 - Atualizado às 16h30 Leitor/BNews Analu Teixeira
O Ilê Axé Opô Aganju, localizado em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, divulgou uma nota pública neste sábado (1º) em que repudia a entrada de policiais militares e de uma equipe de televisão no espaço religioso durante uma operação realizada na última sexta-feira (31).
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O terreiro classificou a ação como abuso de autoridade, violação de domicílio e intolerância religiosa e informou que adotará medidas judiciais contra os envolvidos.
Segundo a nota, a entrada ocorreu sem ordem judicial e sem autorização da instituição. O terreiro também destacou que o imóvel é tombado como Patrimônio Histórico pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac-BA) e criticou a transmissão da ação ao vivo pela televisão.
"O Ilê Axé Opô Aganju repudia veementemente a exposição e a violação de seu espaço sagrado e adotará todas as providências jurídicas cabíveis para buscar justiça e a responsabilização dos envolvidos", diz um trecho do posicionamento.
A instituição, liderada pelo babalorixá Balbino Daniel de Paula, ressaltou ainda que a operação policial realizada no bairro de Vila Praiana não possui qualquer vínculo com o terreiro.
"O Ilê Axé Opô Aganju esclarece que a ocorrência policial registrada na região não tem qualquer relação com o terreiro", afirmou.
Imagens registraram policiais militares fortemente armados entrando no espaço religioso acompanhados por uma equipe de televisão. Após a repercussão, a Polícia Militar informou que a ação ocorreu durante buscas por um jovem de 18 anos que havia sido sequestrado em Lauro de Freitas. Segundo a corporação, a vítima foi localizada com vida, mas a PM não informou se o resgate ocorreu dentro do terreiro.
Veja a nota