Polícia
Publicado em 31/03/2026, às 17h36 Reprodução | Instagram | Analu Teixeira
O influenciador baiano Ramhon Dias voltou a ser preso nesta terça-feira (31), durante uma operação da Polícia Federal que investiga tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A prisão aconteceu em São Paulo e reacende o histórico do influenciador, que já havia sido alvo de outras ações policiais nos últimos anos.
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A ofensiva cumpre 33 mandados judiciais, sendo 13 de prisão e 20 de busca e apreensão, em cidades da Bahia e em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. Segundo a PF, as investigações começaram há cerca de dois anos e identificaram a atuação de uma organização criminosa com ramificações em diversos estados.
De acordo com as autoridades, o grupo atuava no envio de drogas e armas do Rio de Janeiro para a Bahia, aquém de movimentar dinheiro e derivados da maconha no sentido inverso. Fazendas usadas para o cultivo da droga também foram localizadas, incluindo estruturas com tecnologia avançada e capacidade de múltiplas colheitas ao longo do ano.
Histórico de prisões e polêmicas
Conhecido nas redes sociais como “Máquina de Prêmios”, Ramhon já havia sido preso em 2024 e 2025, suspeito de envolvimento com organização criminosa. Ele foi um dos alvos da operação “Falsas Promessas”, que investiga lavagem de dinheiro do tráfico por meio de rifas e jogos de azar.
As investigações da Polícia Civil da Bahia apontaram que o influenciador teria movimentado mais de R$27 milhões dentro do esquema. Além das passagens pela polícia, o nome de Ramhon também esteve envolvido em outro episódio grave.
Em julho de 2024, ele foi vítima de um atentado a tiros após sair de um barbeiro, no bairro de São Marcos, em Salvador. Na época, afirmou que o ataque poderia ter relação com “vingança ou ciúmes”.
Estrutura criminosa
Segundo a Polícia Federal, a organização investigada utilizava uma estrutura complexa para lavagem de dinheiro, com o uso de contas de pessoas físicas e jurídicas para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos.
As autoridades também apontam que alguns envolvidos continuavam atuando no esquema mesmo com mandados de prisão em aberto, mantendo influência em áreas dominadas por organizações criminosas.