Polícia

VÍDEO: Delegado revela motivo da execução a tiros de mototaxista morto no bairro de Plataforma

Principal suspeito da execução a tiros de mototaxista foi preso na quinta-feira (6)  |  Divulgação / Ascom-PCBA

Publicado em 07/08/2026, às 12h40   Divulgação / Ascom-PCBA   Bernardo Rego e Rafaela Kalil

O delegado Gustavo Ruiz, da 3ª DH, comentou em entrevista ao Bnews nesta sexta-feira (7) sobre a prisão de um homem acusado da morte mototaxista Ícaro Santana Rocha que aconteceu no dia 19 de maio deste ano no bairo de Plataforma no Subúrbio Ferroviário de Salvador. 

De acordo com as investigações, Ícaro, que não possuía envolvimento com a criminalidade, estava em casa quando recebeu uma mensagem no celular enviada pelo suspeito, seu amigo de infância. O homem teria pedido que os dois se encontrassem no local onde o crime aconteceu. Ao chegar ao endereço, o mototaxista foi executado a tiros. O delegado contou que o suposto autor do crime não compareceu nem ao velório e nem ao sepultamento para não levantar qualquer suspeita do seu envolvimento no caso.

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"O que ocorreu foi que os dois eram amigos de infância, enquanto Ícaro decidiu optar por uma vida honesta, trabalhando sem envolvimento com a criminalidade como mototaxista na localidade de Plataforma. O suposto autor do crime, indivíduo conhecido como Cauã, optou por aderir à facção criminosa que atua na região o Bonde do Maluco e, por conta disso, Cauã enviou mensagens nesse dia, nessa data enquanto ele estava em sua residência de forma a atraí-lo para determinada localidade. E os dois, por serem amigos de infância, Cauã frequentava a casa de de Ícaro, inclusive. Ícaro atendeu sem titubear. O local marcado para o suposto encontro fica a 750 m da residência do Cauã. E aliado a testemunhas diretas e colaboradores, assim como ações de inteligência, foi possível estabelecer toda essa dinâmica, essa rota do Cauã perseguindo Ícaro até o local onde ele foi executado a tiros", explicou o delegado em entrevista ao Bnews.

O delegado contou ainda que há muitos elementos que indicam ser Cauã o autor do crime, mas o que causa maior perplexidade é a relação de infância entre os dois e o motivo do crime que seria o fato de Ícaro não aceitar adentrar no mundo da criminalidade.

Gustavo Ruiz disse ainda que Cauã foi interrogado na quinta-feira (6) após o cumprimento da prisão temporária (por 30 dias) e negou a autoria do crime. "Ele ressaltou que já fez parte de uma organização criminosa, mas que não estava mais atuante, que já chegou a portar armas e fazer uso de drogas, mas que não fazia mais isso e que não teria ido tanto ao sepultamento quanto ao local do fato ou prestado condolências à família da vítima por receio de que fosse atribuído qualquer grau de culpabilidade a ele em relação a esse fato", disse o delegado. "Ele negou autoria, mas em contrapartida os elementos informativos indicam com uma robustez muito fidedigna, que ele foi um dos um dos autores", acrescentou.

O delegado também pontuou que há uma linha de investigação que aponta a participação de um outro indivíduo no crime, mas que a polícia não pode divulgar maiores detalhes em virtude do sigilo das investigações.

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