Polícia
Publicado em 07/10/2026, às 14h49 Reprodução: Ministério Público (MP) e Polícia Militar (PM-BA) Gabriel Santana
Um homem foragido e apontado como uma liderança de uma organização criminosa ligada à produção em larga escala e ao tráfico interestadual de drogas, foi condenado a quase 20 anos de prisão no interior da Bahia, nesta quarta-feira (7), durante uma ação policial conjunta.
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A ação integrada da Operação Três Caras foi realizada pelos Ministérios Públicos da Bahia (MPBA) e de Goiás (MPGO) e da Polícia Militar da Bahia, em Feira de Santana, a 100km de Salvador (BA). De acordo com a Polícia Civil, além da prisão, um laboratório clandestino de fabricação de drogas como anfetameninas, que funcionava em uma chácara na zona rural do município, foi descoberto e desmantelado.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA e da Polícia Militar (PM). A operação ainda foi apoiada pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Mil unidades de anfetamina, que eram vendidas no varejo entre R$ 1,50 e R$ 2, foram apreendidas. Entre o armamento, duas armas de fogo: uma pistola calibre 9mm e uma carabina calibre .22, além de uma espingarda de ar comprimido, três carregadores e 130 munições dos calibres .22 e 9mm.
Cinco celulares, uma caminhonete Toyota Hilux, equipamentos e insumos utilizados em processos industriais, bem como substâncias identificadas previamente como microcelulose e êxtase.
Anderson Alves da Silva estava foragido desde dezembro de 2024 e foi localizado durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás. As investigações apontaram que ele era o líder da organização em uma organização criminosa dedicada à produção e distribuição de comprimidos conhecidos popularmente como “rebites”.
Além da captura, as equipes policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em imóveis utilizados pelo investigado, com o apoio de familiares e terceiros, para seguir atuando de forma clandestina.
O homem foi condenado a 18 anos, 11 meses e 21 dias de prisão por crimes de organização criminosa armada, tráfico interestadual de drogas e posse de maquinários para produção de entorpecentes.
As investigações apontaram que ele utilizava diferentes falsas identidades para escapar da atuação da polícia e ainda é suspeito de ter articulado fraudes no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) para promover a baixa indevida de mandados de prisão. Além disso, ele foi preso em flagrante pelos materiais ilícitos encontrados.
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