Polícia
Publicado em 14/09/2026, às 23h22 Reprodução / Unsplash Leonardo Oliveira
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante, na tarde desta segunda-feira (14), uma mulher investigada por manter um estabelecimento destinado à exploração sexual no subsolo da SCLN 410, na Asa Norte, em Brasília. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), que reuniu provas robustas indicando a exploração econômica contínua da prostituição no local. As informações são do portal Metrópoles.
De acordo com a reportagem, o esquema de prostituição que funcionava no endereço era formalmente registrado como clínica de massoterapia e bem-estar, mas operava na prática como um bordel disfarçado.
As investigações da PCDF ganharam musculatura após denúncias e apurações de campo confirmarem as informações publicadas pelo Metrópoles. Durante as diligências, os policiais civis identificaram que o estabelecimento mantinha dois sites na internet.
O primeiro portal apresentava uma fachada institucional, alegando oferecer serviços sem conotação sexual. O segundo, contudo, trazia anúncios com imagens de nudez de mulheres apresentadas como "terapeutas" ou "massagistas", além de linguagem explícita voltada à venda de prazer. Ambas as páginas utilizavam o mesmo endereço comercial e os mesmos números de contato. Em um dos portais, o próprio local propagandeava contar com uma equipe de mais de 20 atendentes.
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As investigações conduzidas pela 2ª DP apontaram que a mulher presa exercia papel de liderança na administração da casa. Ela consta como titular dos domínios na internet e responsável pela pessoa jurídica sediada no imóvel comercial. Os agentes também mapearam uma chave Pix vinculada ao número de telefone do local, registrada diretamente em nome da empresa para a arrecadação dos pagamentos.
Na tarde desta segunda, equipes da 2ª DP realizaram a abordagem no estabelecimento e efetuaram a prisão em flagrante da administradora. Foram apreendidos celulares, máquinas de cartão de crédito e débito, cadernos de anotações e documentos que passarão por perícia. A PCDF visa agora analisar a movimentação financeira e identificar outros envolvidos no negócio.
De acordo com a reportagem do Metrópoles, o estabelecimento utilizava a fachada de bem-estar para atrair clientes, com especial atenção a frequentadores do centro da capital e da Esplanada dos Ministérios, sob a promessa de sigilo absoluto.
O acesso era planejado para não atrair a atenção da vizinhança: em horário comercial, a entrada devia ser feita pela escada lateral da quadra; após as 18h e aos fins de semana, os clientes entravam exclusivamente pela portaria dos fundos, acionando o interfone. "Olha, são R$ 250 pela massagem e o relax final", dizia a gerente ao recepcionar os frequentadores, apontando para um QR code fixado na parede.
O comprovante do serviço escancarava a fraude do discurso terapêutico, no qual do valor total cobrado, R$ 170 eram lançados como "terapia" e R$ 80 constavam como um "aditivo especial", nomeado abertamente no local como "xerecada da alegria". Após o pagamento, as jovens contratadas eram apresentadas uma a uma em uma sala de espera climatizada antes do atendimento em área privativa.
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